Mar de Lama tem a 9ª fase e quatro são conduzidos

Os alvos são três empreiteiros e o ex-diretor do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Governador Valadares

Divulgação


Paulo Guimarães e Emílio Fróis estão nesse momento fazendo exame corpo de delito no HM
A Polícia Federal e o Ministério Público Estadual, em ação conjunta e com o apoio da Polícia Militar de Minas Gerais, deflagraram na manhã desta quarta-feira (29) a 9ª fase da Operação Mar de Lama, com o objetivo de apurar desvios de recursos públicos promovidos por empresa de engenharia contratada para a realização de serviços de manutenção e reparos em ruas da cidade de Governador Valadares.

A partir de informações oriundas da colaboração premiada de um dos investigados na 1ª fase da mencionada operação, deflagrada em abril de 2016, e ainda, em face da análise de documentos apreendidos naquela ocasião, constatou-se que o mesmo grupo investigado nas fases anteriores da Operação Mar de Lama também praticou desvios de recursos públicos em contratos com o município, desta vez, na Secretaria Municipal de Serviços Urbanos.

Especificamente em relação ao Pregão Presencial n.º 55/2015, o empresário proprietário da empresa que venceu o certame pagava a quantia de R$ 25.000,00 mensais a sócio oculto de outra empresa que teria participado do certame com o único propósito de ser inabilitada.

A propina foi concretizada mediante ajuste entre funcionário público lotado no SAAE/GV, as licitantes e até mesmo a pregoeira, responsável pela condução do procedimento. Os valores foram pagos no período de setembro de 2015 a março de 2016, tendo sido interrompido em virtude da deflagração da primeira fase da mencionada operação policial.
A obra de manutenção do PP 055/2015 foi licitada em R$ 2.430.000,00 (dois milhões, quatrocentos e trinta mil reais) e o valor da propina paga combinada foi de R$ 350.000,00 (trezentos e cinquenta mil reais), representando 14,4% do valor contratado, portanto, um prejuízo ao contribuinte.

Para materializar mais provas das que já foram colhidas nas investigações até então conduzidas, estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão.

Aos investigados são imputados os crimes de associação criminosa, corrupção ativa e passiva, fraude mediante ajuste em procedimento licitatório, cujas penas, somadas, podem chegar a 19 anos de prisão.

(Com informações: MPMG)
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