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21 de março, de 2017 | 21:54

A rebeldia dos espíritos indômitos

Logosofia

Desde que o homem começou a ter as primeiras noções de moral, vem-lhe sendo repetido que deve ser bom, que deve elevar sua vida e ser melhor. Entretanto, foi-lhe ensinado positivamente como fazer para alcançar semelhante objetivo? A resposta, por demais sugestiva, é oferecida pelo estado de incrível desorientação em que hoje ele se encontra.

Não lhe foi ensinado como ser melhor. Os que pretenderam fazê-lo careciam de conhecimentos capazes de substanciar esse propósito e, na falta disso, adotaram o sistema de inculcar no semelhante, desde a mais tenra idade, pensamentos e sugestões incompatíveis com sua razão e sua sensibilidade.

Inculcar ideias que não respondem a fins superiores, e sim a fins de submissão – como sempre se procurou, em parte com êxito –, é fazer das mentes humanas moldes rígidos, destinados à recepção cega de um saber quimérico. E dizemos “quimérico” porque o autêntico saber não endurece a mente, não a fanatiza nem a submete a farsas dogmáticas; ao contrário, propicia as manifestações do livre-arbítrio e desperta a consciência individual.

Sempre se buscou – é bom destacar, para que ninguém se engane –, sempre se buscou, repetimos, o fácil, o ilusório e sedutor, a fim de conquistar adeptos para uma ou outra seita religiosa, para uma ou outra tendência filosófica ou ideológica extremista, nas quais o ser depois fica enjaulado atrás das grades dos inúmeros preconceitos que a credulidade infunde.

O autêntico saber não fanatiza a mente. Entretanto, se bem que a alma humana seja sugestionável por excelência e sofra, com incompreensível resignação, o aniquilamento de sua capacidade perceptiva e analítica, o espírito reclama, ao contrário, com indagadora insistência, tratamento e respeito próprios de sua paridade existencial.

Explica-se assim como, através das gerações, se veio acentuando uma rebeldia espontânea, gestada em espíritos indômitos; naqueles, logicamente, que se recusaram a admitir esse tratamento assaz contrário à evolução integral do homem.

De nossa parte, declaramos inoperantes e sem consistência os métodos ensaiados até aqui com vistas ao aperfeiçoamento humano, por não conterem os conhecimentos básicos sobre a estruturação mental, psicológica e espiritual que caracteriza cada indivíduo, nem tampouco o domínio dos fatores que governam a vida interna.

Nossa concepção parte do estudo da própria mente, por ser ela, especificamente considerada, o órgão promotor da vida psíquica, e se projeta sobre os pensamentos, por serem os agentes naturais que configuram a vida de cada homem em seus aspectos mais preponderantes.

Extraído do livro Deficiências e Propensões do Ser Humano - González Pecotche. Av. Antonieta Martins de Carvalho – 10 – Timirim – Timóteo/MG –Fone 31-3849-1550 – E-mail – [email protected]. Visita à sede às segundas-feiras de 20h às 22h. Visite o site: www.logosofia.org.br.
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