10 de março, de 2017 | 17:33
Vereador de Belo Oriente é afastado do cargo depois de 30 dias na cadeia
Depois de um mês preso, Edson Celso Anselmo o Disson (PMN) é afastado da Câmara de Belo Oriente e, em seu lugar, empossado o suplente Miltão
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Ao centro da foto, Miltão é empossado como vereador para ocupar cargo deixado por Disson
Ao centro da foto, Miltão é empossado como vereador para ocupar cargo deixado por DissonO vereador Edson Celso Anselmo, o Disson, (PMN), foi afastado temporariamente do cargo por não poder comparecer às reuniões da Câmara Municipal de Belo Oriente. Disson foi preso, pela segunda vez, no dia 8 de fevereiro, apontado pela Operação Perfídia, comandada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), como um dos principais responsáveis pelos crimes de fraudes no setor de Recursos Humanos da Prefeitura de Belo Oriente, com o uso de funcionários fantasmas”. Com isso, o suplente foi empossado esta semana.
A presidente da Casa Legislativa, Nacife Gonçalves Menezes (DEM), explicou que o afastamento do vereador é um ato previsto pelo Regimento Interno da Câmara. Após a ausência de um período de 30 dias, o vereador é suspenso e o suplente assume o cargo”.
A convocação do suplente também é obrigatória decorrido o prazo de um mês, de acordo com o Artigo 28 do Regimento Interno do Poder Legislativo de Belo Oriente. Na sexta-feira (10), Milton Gerônimo Mendes (PSDB), o Miltão, foi empossado como vereador.
Miltão deve permanecer no cargo até que Disson possa voltar às reuniões da Câmara. Para isso, não é necessário que o vereador afastado seja solto, basta obter liberação judicial para comparecer às sessões.
Além do afastamento, o Regimento Interno prevê a perda do mandato, caso o vereador se ausente de 1/3 das reuniões promovidas dentro de um ano legislativo. Se Disson faltar a determinado número de sessões, ele perderá o cargo automaticamente, sem passar por processos na Justiça. O vereador também perderá o cargo caso seja condenado nas acusações às quais responde na condição de preso, atualmente.
Prisões
No dia 6 de dezembro de 2016, Disson foi preso por força de mandado judicial, no âmbito da operação Perfídia, do Gaeco, com o ex-chefe do RH da prefeitura, Cleufas Rodrigues de Souza, e o ex-gerente da Controladoria da Prefeitura, Helder Fernandes Silva. Após ser ouvido pelo Gaeco, o vereador foi liberado no fim do mês, por força de habeas corpus e tomou posse do cargo no Legislativo.
Acusado de atrapalhar o curso das investigações, Disson foi preso preventivamente, novamente em fevereiro, e até o momento permanece na Cadeia Pública de Açucena. Helder, que também havia sido solto, voltou a ser preso na terceira fase da operação do Gaeco, quando também foi recolhido ao cárcere, preventivamente, o ex-prefeito Pietro Chaves.
Já publicado:
Na 2ª fase da Operação Perfídia, cinco ex-funcionários fantasmas da Prefeitura de Belo Oriente foram presos
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