10 de março, de 2017 | 09:19

BH, a capital da inovação

Olavo Machado

Divulgação


Brasília é a capital política do país, São Paulo é a capital da economia brasileira, o Rio de Janeiro é a capital do turismo, e nosso objetivo é transformar Belo Horizonte e sua região metropolitana na “capital brasileira do conhecimento e da inovação”.

Nessa direção, um passo importante foi dado na segunda-feira (6), com a seleção de 100 projetos inovadores para participar do Fiemg Lab, um programa pioneiro entre as federações de indústrias de todo o país. É uma centena de boas ideias de jovens e pequenas empresas – startups e spinoffs –, das diversas regiões mineiras, do país e até internacionais.

Durante 18 meses elas terão o apoio do Sistema Fiemg e dos parceiros do Fiemg Lab para transformar seus projetos e ideias em produtos de alta intensidade tecnológica e elevada capacidade de agregar valor à indústria mineira.

Temos uma excepcional base a nos apoiar. Já dispomos de instituições do porte e da importância da UFMG e das universidades de Viçosa e de Itajubá. Também temos a Fundação Dom Cabral, a Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), a unidade do Google em BH, o Centro de Engenharia e Tecnologia da Embraer (no CIT Senai Fiemg – Campus Cetec) e os polos de inovação e tecnologia em Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas, e em BH – o São Pedro Valley.

Em Varginha há o hub de tecnologia para a saúde da Philips América Latina. Em Betim, localiza-se o centro de design da Fiat Chrysler, com mais de 100 designers, o único fora dos EUA e da Itália.

Esta é a linha que queremos seguir, apoiada no binômio “Inovação e Tecnologia” e em sua capacidade de construir uma indústria moderna e competitiva globalmente. Nesta empreitada, contamos no Fiemg Lab com a parceria do Sebrae-MG, Governo de Minas Gerais, Fapemig, CNI, Grupo BMG e Atmosphera.

Em seu conjunto, a qualidade dos 100 projetos selecionados pelo Fiemg Lab contém atributos fundamentais – ousadia, criatividade e potencial para se transformar em negócios de sucesso. De fato, as 73 startups e 27 spinoffs selecionadas apresentam ideias inovadoras e disruptivas em setores estratégicos para a economia mineira, nas áreas de TI, segurança e saúde do trabalho, alimentos, energia, educação, vestuário, construção civil, logística e agropecuária.

O Fiemg Lab é um exemplo importante do trabalho que, em parceria com nossos sindicatos filiados, realizamos para inovar e investir em novas tecnologias e soluções para as empresas mineiras.

Há outras iniciativas igualmente relevantes. Uma delas é o P7 Criativo, projeto que estamos realizando em parceria com o Sebrae-MG, Apex Brasil e o Governo do Estado, por meio da Codemig e da Fundação João Pinheiro. O objetivo é a criação, na Praça Sete, em BH, de um espaço destinado a ampliar a densidade do ecossistema de startups em Minas Gerais.

O antigo prédio do Bemge – construído em 1953, com projeto de Oscar Niemeyer – será restaurado e reestruturado para abrigar, em um ambiente de colaboração e empreendedorismo, empresas inovadoras e de alta intensidade tecnológica nos segmentos do design, moda, software, games e audiovisual. O P7 começa a operar já neste semestre, com ações nos eixos da internacionalização e empreendedorismo.

A proposta é transformar o hipercentro de BH no maior polo de economia criativa do Brasil, como epicentro deste movimento que vai conectar startups, grandes empresas, profissionais da economia criativa e empresas de TI. É um movimento alinhado com a tendência mundial de concentrar a economia criativa em zonas centrais, aproveitando a diversidade de talentos e setores, como ocorre em Pittsburgh, Kansas, San Francisco, Medellín, Lisboa e em Barcelona.

No âmbito do Conselho de Tecnologia e Inovação da Fiemg, presidido pelo vice-presidente Valentino Rizzioli, surgiu o projeto Synergy. A ideia da construção de coworkings industriais, com foco no setor eletroeletrônico e na “internet das coisas”, foi idealizada dentro do Conselho da Fiemg e foi implementada pela iniciativa privada. Em Contagem, as empresas Seva e Unitec já se beneficiam de um espaço criado dessa maneira, onde podem ser desenvolvidos e fabricados placas e chips.

No Centro de Inovação e Tecnologia - CIT Senai Fiemg - Campus Cetec, em Belo Horizonte, estão sendo aplicados R$ 149 milhões, em parceria com a CNI e com o BNDES. Ali, instalamos três Institutos de Inovação e cinco de Tecnologia, onde mais de 40 doutores e mestres atuam em conjunto com a indústria mineira para o desenvolvimento de soluções para setores de grande impacto na economia do estado.

Em essência, o Fiemg Lab, o P7 Criativo, o Projeto Sinergy e os nossos centros de inovação e tecnologia são exemplos da forma como a indústria mineira trabalha para criar, no estado, ambiente propício ao surgimento de soluções inovadoras para nossas empresas.

* Presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Sistema FIEMG)
Encontrou um erro, ou quer sugerir uma notícia? Fale com o editor: [email protected]

Comentários

Aviso - Os comentários não representam a opinião do Portal Diário do Aço e são de responsabilidade de seus autores. Não serão aprovados comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes. O Diário do Aço modera todas as mensagens e resguarda o direito de reprovar textos ofensivos que não respeitem os critérios estabelecidos.

Envie seu Comentário