03 de março, de 2017 | 16:31

Corrida de rua

Paulo Roberto Malta

Divulgação
Uma das modalidades que mais cresceram no Brasil nos últimos tempos foram as corridas de rua, evento que trouxe de volta, além da participação dos corredores profissionais e que vivem do esporte, os corredores amadores que, por algum motivo, começaram a praticar o esporte e correr em parques, fazer trilhas e praticar atividades nas academias, buscando uma melhor orientação para a prática deste esporte.

Há alguns anos atrás a cidade de Ipatinga vivia um clima muito bom para estas atividades, pois eram várias as competições que faziam parte do calendário esportivo, inclusive a corrida do aniversário da cidade, que atraia um grande número de corredores.

A modalidade virou uma febre, e muitos praticantes sentem falta das competições. Seria necessário que os órgãos responsáveis pelo esporte da cidade, incluíssem as corridas no calendário municipal e também apoiassem as iniciativas de academias e grupos que realizam estas competições.

A corrida do aniversário de Ipatinga chegou a fazer parte do calendário oficial da Federação Mineira de Atletismo, e talvez por motivos políticos ou financeiros, foi retirado sem nenhuma justificativa plausível.

O poder de negociação de uma secretaria municipal é muito grande, e se nela forem colocadas pessoas interessadas na área de esporte, com certeza poderemos ter grandes eventos na cidade, e competições que as entidades locais não realizam podem ser direcionadas para a secretaria.

A corrida de rua é uma delas, e uma das pessoas que pode contribuir é o ex-atleta Nilson Salvador, que sempre participou de várias competições e também ajudou a prefeitura, em épocas passadas, a realizar estes eventos. São valores como estes que não podemos deixar de lado, pois eles fazem parte da história esportiva do município.

PROJETOS
A Lei de Incentivo ao Esporte – Lei 11.438/2006 - permite que empresas e pessoas físicas invistam parte do que pagariam ao Imposto de Renda em projetos esportivos aprovados pelo Ministério do Esporte. As empresas podem investir até 1%, e as pessoas físicas, até 6% do imposto devido.

Diante desta situação, fica um questionamento fácil de ser respondido pelos órgãos públicos e, principalmente, pela Aciapi. “Por que não realizar na cidade um movimento para orientar as empresas e as pessoas físicas a destinarem parte de seu imposto de renda, para que seja direcionado a projetos esportivos de entidades, clubes e associações?

Por que os vereadores da cidade nunca fizeram uma audiência pública para discutir estes assuntos com a comunidade esportiva, e porque os dirigentes esportivos de Ipatinga e região nunca se preocuparam em buscar, junto aos políticos, uma reunião que pudesse orientar os empresários para que eles pudessem investir no esporte, um recurso que irá para o governo?

Todos os anos percebemos grandes dificuldades para discutir repasse de verbas, busca de recursos, e muitas vezes o esporte e a cultura estão sempre de “pires na mão” e não conseguem as verbas necessárias para a realização de seus projetos.

Mas também entendemos que o governo dificulta algumas decisões para não liberar estas verbas, e por isso é preciso gritar do lado de cá, para que nosso apelo seja ouvido, e que os políticos da região busquem junto aos órgãos estaduais e federais, recursos para o esporte e o lazer da região. Acredito que passou da hora de exigirmos e buscarmos os nossos direitos para o bem da comunidade esportiva.

PISTA DE ATLETISMO
Desde sua inauguração, em 1967, a Pista de Atletismo Juvenal dos Santos, localizada na Usipa, já passou por algumas reformas. O problema maior é que a pista não acompanhou a evolução do esporte no Brasil e no mundo, e hoje é inadmissível que uma pista desta qualidade não tenha o melhor piso, ou um piso sintético que venha a torná-la uma das melhores do país.

Na realidade, é preciso ter muita força política e interesse em dotar o município de espaços esportivos de excelência, espaços onde grandes atletas poderiam estar vindo treinar.

Já tivemos inúmeras oportunidades de conseguir estas melhorias, mas parece que realmente falta força política à região, que não consegue emplacar verbas para este propósito. Fica mais uma vez a dica, para o clube e para os políticos que deviam nos representam: É preciso acordar, e trazer logo melhorias para o nosso esporte especializado.

IPATINGA
A volta do Ipatinga, com a expectativa de uma nova estrutura na parte técnica e melhorias do Centro de Treinamento, renova a alegria do torcedor que, durante muitos anos, apoiou o clube e sofria com a decadência do time nas competições que disputava.

Depois de integrar a elite do Campeonato Brasileiro e de ser campeão do estadual, o time acabou perdendo a sua identidade e hoje amarga a terceira divisão do estadual. E nem sequer irá disputar a série D do Brasileiro nas próximas temporadas.

Um dos grandes trunfos da nova diretoria foi trazer Amarildo Ribeiro para comandar a nova estrutura do clube. A expectativa agora é pela contratação do novo treinador. Ouvindo muitas conversas de bastidores, acredito que o nome certo para este novo recomeço pode ser de Gerson Evaristo, que, acostumado com as dificuldades dos times do interior, tem se revelado um dos grandes treinadores a conseguir acesso com as equipes que dirige, sem falar em sua capacidade técnica.

LEMBRANÇAS
Coronel Fabriciano sempre foi destaque no futebol do Vale do Aço, e vários jogadores fizeram história na cidade, dentre eles Raul, João Paletó, Jorge, Tonhão, Dimas, Preguinho, Renato, Bolivar, Zé Lúcio, Baixinho, Zé Wilson, Mancheta, Lica, Carlinhos, Cazuaque, Pinduca, Dozinho. No time da CAF que conquistou o primeiro campeonato Fabricianense tinha Ló, Renato, Manoel, Felício, Pitoti, Pedro Paulo, Tato, Dozinho, Pierre, Tiló eJoel Companheiro.

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Comentários

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Everton Silva

03 de maio, 2017 | 18:12

“tima matéria Paulo Roberto Malta . Como sempre dando show parabéns.”

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