03 de fevereiro, de 2017 | 14:19

Você sabia que o cérebro não diferencia realidade de imaginação?

Milton Moura

Quando observamos qualquer objeto externo à nossa percepção, requisitamos uma sequência de neurônios e um padrão de disparos cerebrais. Se estivermos imaginando um objeto, o processo é o mesmo: a mesma sequência de neurônios e o padrão de disparos vão criar uma representação, ou seja, uma imagem que representa esse objeto. Por isso, o cérebro não diferencia realidade de imaginação.

Hoje, com o avanço da tecnologia de mapeamento cerebral, conseguimos visualizar o cérebro em seu aspecto dinâmico e compreender ainda mais a consciência. Ao realizar uma ressonância nuclear magnética funcional é possível identificar o funcionamento cerebral de uma forma dinâmica, ou seja, podemos estudar o cérebro vivo. Com o acender e o apagar de algumas luzes, que acontecem durante os disparos das sinapses, conseguimos identificar quais áreas cerebrais estão sendo ativadas de acordo com o teor do pensamento e do sentimento.

Isso proporcionou um avanço muito grande na compreensão dinâmica do funcionamento do nosso cérebro e também da nossa consciência, porque agora é possível instituir algumas mudanças a partir desse conhecimento para adquirir um bem-estar e superar o estresse. Isso acontece porque ao identificar esses circuitos, é possível, através de um processo de meditação, por exemplo, fechar os olhos, eliminando qualquer estímulo do meio externo e a única realidade que sobra é o mundo interior, que pode ser como cada um desejar.

Durante o processo de meditação, o que acontece com o nosso cérebro é real. Continuamos produzindo a mesma química se estamos apenas fazendo um ensaio mental. Isso proporciona uma grande modificação em nossas vidas. Por isso, eu sempre incentivo a prática da meditação.

Um experimento incrível embasa essa habilidade que o cérebro tem de utilizar os mesmos circuitos durante a percepção de uma realidade externa e de uma realidade interna. Foi solicitado a um grupo de pessoas que sentassem ao piano e treinassem determinado acorde musical. Eles iriam ficar sentados ao piano durante uma hora, por 30 dias, treinando o acorde. A outro grupo de pessoas foi solicitado que apenas imaginassem que estavam sentados ao piano treinando esse acorde musical, durante uma hora, por 30 dias.

Ao final do experimento, ambos os grupos foram analisados. Foi feito um mapeamento cerebral dos participantes e não houve diferença entre um grupo e outro. As mesmas áreas cerebrais foram ativadas.

Por isso, sempre que você desejar uma mudança na vida, comece imaginando como será quando você já tiver alcançado seu objetivo. Assim, a sua consciência agirá rumo ao sucesso.

* Cardiologista, especialista em Desenvolvimento Humano, Ativista Quântico e Palestrante. www.drmiltonmoura.com.
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