Presidente da Câmara de Antônio Dias toma posse como prefeito
Com impugnação de Lila, candidato mais votado para prefeito, cargo foi assumido interinamente pelo presidente do Legislativo, Ditinho
01/01/2017 às 12:53
Com impugnação de prefeito mais votado, presidente da Câmara de Antônio Dias, Ditinho, tomou posse como prefeito
O presidente da Câmara Municipal de Antônio Dias, Benedito de Assis Lima, o Ditinho (PSDB), assumiu interinamente a prefeitura até que o Tribunal Superior Eleitoral defina a realização de nova eleição para o cargo de prefeito.
Em seu breve discurso de posse, Ditinho prometeu exercer com dignidade e dedicação o mandato temporário. “Prometo que vou trabalhar pelo engrandecimento do nosso município. Podem ter certeza. Vai ser um mandato curto, mas vou fazer o melhor”, enfatizou.
Benedito Assis foi eleito presidente em sessão solene de posse dos onze vereadores, nas dependências da Escola Estadual Coronel Fabriciano Felisberto de Brito.
A mesa diretora ficou composta pelo presidente Benedito de Assis Lima, primeiro vice-presidente, Elcio de Almeida Ataíde, segundo vice, Marcílio (Japão), primeiro secretário, Joel da Silva e segundo secretário, Francisco Izabel de Alvarenga.
Conforme apurou o Diário do Aço, Ditinho tem 49 anos, é servidor público municipal e ficará no cargo por tempo indeterminado, até que saía a nova eleição. Na votação de 2 de outubro, Ditinho foi o vereador mais votado, com 303 votos. O segundo colocado, vereador Japão, obteve 250.
Entenda
A eleição para prefeito em Antônio Dias acabou na atual situação porque o ex-prefeito, William Robson Marques Fraga, o Lila (PROS), teve seu pedido de registro de candidatura indeferido. Ele disputou o cargo de prefeito e foi o mais votado, mas recebeu parecer negativo no registro de candidatura e perdeu, em todas as instâncias da Justiça Eleitoral, o recurso para restabelecer o registro. Com isso, os votos dados a Lila foram considerados nulos e nem sequer aparecem computados no banco de dados do TRE-MG. O político tenta, até hoje, o restabelecimento de seu registro.
A impugnação ao registro de candidatura teve fundamento no fato de Lila ter reprovadas suas contas relativas ao ano de 2003, quando era prefeito de Antônio Dias. Também pesou contra o candidato uma condenação pela prática de ato doloso de improbidade administrativa, que teria causado prejuízo ao erário.
Com o impasse, o segundo colocado na disputa, José Carlos de Assis, o Carlinhos (PMDB), que obteve 3.004 votos, o que equivale a 95.33% dos votos válidos, buscou na Justiça o direito de ser diplomado e empossado, mas os recursos não surtiram os efeitos esperados.