Missa reinaugura Igreja do Horto no Natal

Nossa Senhora da Esperança será anunciada como padroeira de Ipatinga pelo bispo Dom Marco Aurélio Gubiotti

24/12/2016 às 17:44
Divulgação
Missa de reinauguração será às 19h30 do domingo (25)
Será reinaugurada neste domingo de Natal (25), em missa presidida pelo bispo Dom Marco Aurélio Gubiotti, às 19h30, a histórica Igreja do Horto, no bairro de nome homônimo, em Ipatinga. O templo está em reforma desde 1º de janeiro deste ano. O custo da obra é de aproximadamente R$ 800 mil. Deste aporte, 10% foi custeado pela Prefeitura de Ipatinga.

O restante foi arrecadado pela boa ação e solidariedade dos féis da comunidade Nossa Senhora da Esperança, que arcaram com a despesa a partir do pagamento mensal de carnês. Algumas doações também foram angariadas, o que ajudou a manter vivo um importante marco da história de Ipatinga e do Vale do Aço, haja vista que a Igreja do Horto foi tombada pelo município como patrimônio cultural e artístico, em 30 de dezembro de 1981, pelo decreto-lei 1.443.

Na missa deste domingo, o bispo Dom Marco Aurélio também irá anunciar que Nossa Senhora da Esperança, padroeira da Paróquia do Horto, passará também a ser padroeira de Ipatinga, conforme aprovação do Conselho Presbiteral da Diocese de Itabira-Fabriciano.

Na concepção do bispo emérito da Diocese, Dom Odilon Guimarães Moreira, administrador da Paróquia Nossa Senhora da Esperança, essa aprovação tem um significado especial para o município.

“Esta igreja do Horto foi a primeira igreja de Ipatinga. E, consequentemente, a primeira paróquia da cidade. Como a padroeira dessa paróquia é Nossa Senhora da Esperança, faz a proteção se estender, logicamente, por todo o município. Isso é significativo, porque Nossa Senhora é a mãe de Jesus. Ela se interessa em nos levar para Jesus Cristo. Então o fato de Nossa Senhora ser a padroeira da cidade tem um significado não só histórico, como também espiritual, pois ela é a protetora de Ipatinga”, pontua Dom Odilon, gestor da obra de restauração da Igreja do Horto.

História

A Igreja do Horto foi construída em apenas 12 dias, praticamente toda de madeira, pela Usiminas, de 13 de novembro a 25 de novembro de 1959. O templo foi inaugurado em 24 de dezembro daquele ano e completa neste mês, portanto, 57 anos de fundação. A Igreja do Horto é cinco anos mais velha que Ipatinga, emancipada há 52 anos.

Antes dessa restauração atual, o templo já havia passado por outras reformas paliativas, porém insuficientes para garantir sua plena restauração, que foi necessária haja vista que a igreja, por ser toda de madeira, sofreu avariais naturais em sua estrutura ao longo de cinco décadas de existência.

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Obra também contemplou restauração do paisagismo da Igreja
Raiz posicionada para o alto
é símbolo do altar da Igreja


Mesmo após a completa restauração em 2016, a Igreja do Horto preserva alguns símbolos históricos desde sua fundação. É o caso do tronco de uma árvore, com a raiz posicionada para o alto, que está no altar do templo.

O historiador ipatinguense José Augusto de Morais explica a história dessa raiz. “Aquela árvore foi retirada de onde hoje está o primeiro alto-forno da Usiminas. Foi na época da construção da siderúrgica. Vieram várias pessoas para cá. Como era uma vila de 60 casas e 300 pessoas morando, foi preciso fazer tudo, principalmente igreja. E aquela raiz simboliza o início da construção da empresa, e praticamente da construção da cidade”, conta.

O bispo emérito Dom Odilon Guimarães Moreira diz por que a raiz da árvore foi posicionada de forma invertida no altar, virada para o teto. “O objetivo é demonstrar que a raiz é que pega a seiva da terra. Então, se ela está posicionada para cima, é porque a graça, a seiva verdadeira, vem de Deus, representando essa manifestação da graça de Deus vinda do alto”, ressalta o clérigo.

O que foi preservado?

Dom Odilon ressalta, ainda, que a atual restauração procurou preservar boa parte do perfil da estrutura tradicional da Igreja do Horto. “A Igreja é praticamente toda construída de madeira. Apenas a parede da entrada, da frente, e da sacristia, que fica atrás, são de alvenaria. Estas duas partes não foram retiradas. O restante sim. Houve mudança de piso, de sanitários, de esteio, entre outras partes que foram desmontadas”, destaca.
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