Tráfico de crack é maior no Centro de Ipatinga

Apreensões resultaram em prejuízo de R$ 1 milhão para o tráfico

Nilmar Lage


crack pipada


IPATINGA - O Centro de Ipatinga concentrou a maior parte de ocorrências relacionadas ao consumo e tráfico de crack durante o ano de 2011. A informação é do comandante da 82ª Companhia do 14º Batalhão da Polícia Militar de Minas Gerais, capitão Luiz Magalhães. Conforme reportagem publicada pelo DIÁRIO DO AÇO na edição do domingo, 8, a região central da cidade foi “adotada” por usuários que não demonstram qualquer tipo de constrangimento ao consumir porções do subproduto da cocaína em plena luz do dia.


No ano passado, a PM prendeu, na rua Araxá, região central que chegou a ser denominada como a “Cracolândia de Ipatinga”, 151 pessoas diretamente ligadas ao comércio da droga e que indica cada vez maior poder de organização na principal cidade do Vale do Aço. “De todo, o trabalho que realizamos para combater o consumo e o tráfico de entorpecentes, o crack representa 90% das ocorrências. Quanto ao número total de prisões, 20% foram realizadas somente no Centro da cidade”, revela o oficial da Polícia Militar.


Um dos maiores problemas relatados por ele sobre as dificuldades para lidar com usuários e traficantes está na falta de políticas públicas efetivas que auxiliem o dependente químico. “Nós prendemos o cidadão com uma porção da droga e encaminhamos para a delegacia.


Posteriormente, se não for comprovado o tráfico, a pessoa é liberada. Isso gera uma sensação de impunidade que em nada contribui para a diminuição do consumo. Além disso, temos o problema da falta de estrutura que é oferecida para quem está viciado. Sem apoio, a pessoa volta a consumir e ajuda a movimentar esse mercado que destrói a vida não só do usuário, mas de todos os seus familiares”, avalia Luiz Magalhães.


Procedência

Segundo informações da Polícia Civil, cerca de 100 quilos de crack foram apreendidos em Ipatinga durante operações realizadas no ano passado. Considerando que cada porção comercializada a R$ 10 pese em torno de um grama, o mercado do crack levou um prejuízo de aproximadamente R$ 1 milhão em 2011.


“Sabemos que a origem dessa droga é basicamente o Paraguai. Ela chega a Ipatinga por meio de atravessadores que vêm de Belo Horizonte. Não observamos ainda a existência de grandes traficantes à frente desse negócio. Entretanto, a maior parte dos inquéritos feitos em Ipatinga no ano passado foi relacionada ao tráfico de drogas”, revelou Helton Costa Lopes, atual delegado responsável pela delegacia de Tóxicos e Entorpecentes da Polícia Civil.


O delegado chama a atenção sobre o que considera ser a maior ferramenta para combater a ação de traficantes: a denúncia. “Esta é a grande arma que nós temos para conseguir chegar aos traficantes e coibir o consumo da droga. A população deve estar atenta e não ter receio em denunciar estes criminosos. Só assim nós iremos minimizar os efeitos devastadores causados por um problema que se tornou uma epidemia nas grandes e pequenas cidades”, conclui o delegado. O Disk-Denúncia da Polícia Civil de Ipatinga é 3828-1109.


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IPATINGA - Diante do problema que se tornou o consumo do crack, o DIÁRIO DO AÇO foi às ruas para conhecer a opinião das pessoas sobre qual a melhor saída para combater o avanço dessa epidemia que se alastra na sociedade contemporânea.


Wesley Rodrigues


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Wesley Rodrigues


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Wesley Rodrigues


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Wesley Rodrigues


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Wesley Rodrigues


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