18 de julho, de 2016 | 07:18
Acordo com credores da Usiminas é prorrogado
Entre principais credores estão BNDES, BB, Bradesco, Itaú, Santander e Japan Bank for International Cooperation
A Usiminas confirmou, por meio de Fato Relevante, no dia 15/7, a prorrogação do acordo que suspende a exigibilidade das obrigações de pagamento do montante principal e de cumprimento de índices financeiros, ou acordo de standstill. O termo agora vale até o dia 12 de setembro.
Segundo a Usiminas, a prorrogação serve "para que haja tempo hábil para a conclusão da negociação em andamento sobre a documentação definitiva de renegociação das dívidas perante os credores signatários do Acordo de Standstill e para a aprovação da documentação definitiva pelos comitês internos dos credores". O acordo prevê a obrigação da homologação do aumento de capital de R$ 1 bilhão da siderúrgica até o dia 22 de julho. Na semana passada, a Usiminas informou que todos os 200 milhões de ações da operação foram subscritas.
Um dos principais credores da Usiminas, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) confirmou ontem a prorrogação e informou que nesse período a siderúrgica mineira deve apresentar resultados em relação à sua reestruturação financeira.
"O conjunto de bancos credores da Usiminas, do qual o BNDES faz parte, tomou a decisão conjunta de conceder mais 60 dias de standstill para a empresa", segundo nota enviada à Agência Estado.
Fechado em março, o acordo de standstill foi assinado com, além de BNDES, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú Unibanco, Santander, Japan Bank for International Cooperation (JBIC), Bank of Tokyo Mitsubishi, Mizuho Bank e Sumitomo Mitsui Banking Corporation.
Executivo da Usiminas no Japão
Para dar sequência às visitas aos principais públicos de relacionamento da companhia e acionistas do grupo de controle da Usiminas, o presidente da companhia, Sergio Leite, tem encontro esta semana com a alta direção da Nippon Steel, da Sumitomo, que é sócia na Mineração Usiminas, e com a Metal One, do grupo Mitsubishi, que é acionista na Soluções Usiminas.
Na viagem ao Japão, o executivo também irá orientar esforços para dar andamento à renegociação da dívida com os bancos japoneses liderados pelo JBIC, que concentram parte do total devedor.
Precisamos unir forças, trabalhar de forma conjunta, para recuperar a Usiminas que sempre conhecemos. Tenho dito que é preciso voltar a sonhar, pois a Usiminas foi fruto de um sonho construído há quase 60 anos”, reiterou uma fala usada em outros encontros.
Ao se encontrar diretamente com os controladores, Sergio Leite busca traçar estratégias e encontrar alternativas para um trabalho coeso.
Nosso papel é fortalecer a Usiminas e encontrar formas, juntamente com os sócios, para melhorar os resultados da empresa e concretizar uma retomada que deverá trazer benefícios a todos”, diz o presidente.
Desde que foi eleito presidente, Sergio Leite, já esteve em Porto Alegre, Ipatinga e Cubatão, onde teve a oportunidade de conversar com os empregados, visitar os representantes do poder público, lideranças, empresários e comunidade. No fim do mês passado, em Buenos Aires, se encontrou com o Grupo Techint.
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