11 de julho, de 2016 | 17:41

Audiência termina sem conciliação entre sócios da Usiminas

A audiência começou às 14h e terminou pouco antes das 15h


DA REDAÇÃO - A audiência ocorrida na tarde desta segunda-feira (11) entre os sócios da Usiminas terminou sem consenso. A audiência havia sido marcada pela desembargadora Mariza de Melo Porto, da 11ª Câmara Civil do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, em Belo Horizonte, e era uma tentativa de por fim a uma ação movida pela Nippon Steel & Sumitomo Metal Corporation (NSSMC) contra o afastamento de Rômel Erwin de Souza da presidência da companhia e a eleição, pelo conselho de administração, de Sergio Leite para a presidência.

Advogados dos dois principais sócios da empresa, o grupo japonês Nippon Steel e do ítalo-argentino Ternium, saíram da sessão sem dar detalhes sobre o teor das discussões. Apenas afirmaram à imprensa que não chegaram a um acordo. A audiência começou às 14h e terminou pouco antes das 15h.

A Nippon questiona a legalidade da recente eleição de Sergio Leite, um executivo veterano da Usiminas, como presidente da empresa. Leite foi eleito com 6 dos 9 votos dos conselheiros. Mas os japoneses questionam sua ascensão ao comando da Usiminas porque seu nome não foi aprovado por consenso. Leite teve apoio da Ternium, o presidente anterior, Rômel, tinha apoio da Nippon.

A expectativa de dois dos advogados que participaram da audiência é que agora seja julgado o mérito da questão, uma vez que os japoneses não conseguiram ter acatado o pedido de liminar, no começo do mês de julho. A Nippon já ingressou com dois pedidos de liminares, uma na primeira instância e outra na segunda, contra a eleição de Leite e perdeu em ambas.

O grupo de controle da Usiminas, atualmente, está dividido entre os majoritários Nippon Steel (29,45%), Ternium/Ternaris (27,66%) e Previdência Usiminas (6,75%)

Nota
Antes da audiência a diretoria do grupo japonês no Brasil divulgou nota em que afirma esperar o alcance do consenso entre os dois principais acionistas da Usiminas nos próximos passos dessa questão no âmbito do processo em curso. Caso isso não ocorra, a Nippon confia que a Justiça brasileira possivelmente decidirá por outra composição (equilibrada) para a diretoria da Usiminas, que não aquela ilegalmente eleita em 25 de maio de 2016.

"Foi lamentável – ainda que, infelizmente, não surpreendente – ver o presidente do Conselho de Administração da Usiminas, Sr. Elias Brito (membro do Conselho de Administração indicado pelo grupo Ternium-Techint) divulgar um press release com detalhes, ainda que equivocados, sobre o processo legal que corre em segredo de Justiça – possivelmente com a finalidade de poluir o desenvolvimento do assunto na esfera judicial. Suas responsabilidades com relação a mais essa má conduta devem ser devidamente apuradas". "A NSSMC deseja que esse assunto seja resolvido o mais brevemente possível, para o bem da Usiminas, de seus empregados e todos seus demais stakeholders", conclui a nota.
 

Mais:

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