30 de junho, de 2016 | 17:19

Desenvolvimento sustentável na pauta dos Diálogos Metropolitanos

Tema do 5º encontro foi “Instrumentos Urbanísticos para o Desenvolvimento Sustentável”


DA REDAÇÃO - O 5º encontro da série “Diálogos Metropolitanos”, cujo tema foi “Instrumentos Urbanísticos para o Desenvolvimento Sustentável”, discutiu o cenário dos instrumentos urbanísticos para o desenvolvimento das cidades, com preservação do meio ambiente, e manutenção da qualidade de vida dos cidadãos.

No primeiro painel o coordenador do curso de Direito do Unileste, Wallace Carvalho, falou da importância do Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV). “O estudo e a democratização das decisões são imprescindíveis nos empreendimentos a serem realizados na cidade, preservando dessa forma a qualidade de vida da população”, destacou o Advogado e palestrante.

No segundo painel o Relatório de Impacto de Circulação (RIC), foi colocado em pauta e apresentado pelo mestre em Engenharia Civil, João Felipe Landim. Esse relatório consiste na análise dos possíveis impactos dos empreendimentos gerados na circulação viária.

“Os problemas que o trânsito pode acarretar vão além dos transtornos para os deslocamentos da população nas cidades. O trânsito e as dificuldades de circulação afetam também a economia na medida em que as mercadorias demoram para serem enviadas e recebidas. Dai a importância de se planejar os impactos na circulação das cidades para cada empreendimento. É neste momento que o RIC se faz importante, pois ele prevê cenários e garante a fluidez e a valorização imobiliária da região”, destacou o palestrante.

O último painel sobre Zoneamento Ambiental Produtivo (ZAP), foi conduzido por Mauricio Fernandes, da Emater. Ele explicou que esse planejamento territorial busca conciliar a preservação do meio ambiente com aproveitamento econômico em bacias hidrográficas, conforme as vocações do relevo e solo.

No final do evento o assessor técnico da Agência RMVA, João Luiz Teixeira Andrade comentou que o evento surgiu como forma de capacitação, inicialmente voltada para gestores e técnicos municipais, “mas que tem se mostrado um projeto multidisciplinar, capaz de promover a discussão em pé de igualdade entre o poder público municipal e estadual, iniciativa privada, acadêmicos e a população interessada, sobre os assuntos abordados pelo projeto”.
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