15 de junho, de 2016 | 17:12
Acordo da Usiminas com bancos prevê o pagamento de dívida em dez anos
Negociações já alongaram 75% das dívidas, informa siderúrgica ao mercado
DA REDAÇÃO - A diretoria da Usiminas chegou a um acordo com a maior parte de seus credores para alongar o pagamento da dívida que se encontra atualmente congelada, sob efeito do standstill”. A informação foi publicada nessa quarta-feira (15) pelo jornal Valor. O prazo negociado com Bradesco, Itaú Unibanco, Banco do Brasil, BNDES e debenturistas da 6ª emissão que representam 75% dessas obrigações é de dez anos, a contar da assinatura.
O acordo, contudo, ainda necessita de aprovação interna do BNDES e depende da homologação do aumento de capital de R$ 1 bilhão, que está em curso, até 22 de julho. Sem isso, perde eficácia. O contrato a ser firmado também está sujeito à aprovação do conselho de administração da siderúrgica mineira.
Segundo fato relevante enviado nessa quarta-feira à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), além do prazo de dez anos para o pagamento, a Usiminas conseguiu uma carência de três anos para começar a pagar o principal da dívida.
Parte das instituições com quem a companhia conversava para reestruturar a dívida ainda não aparece nesse acordo prévio. Dentre os bancos brasileiros, o Santander ainda não entrou em consenso com a empresa. Além disso, nenhum dos estrangeiros Japan Bank for International Cooperation (JBIC), Bank of Tokyo Mitsubishi UFJ e Sumitomo Mitsui Banking Corporation consta do documento.
Capitalização
O standstill”, que impede potenciais calotes ou requerimentos de vencimento antecipado, vence no mês que vem. Em entrevista recente, o novo presidente da Usiminas, Sérgio Leite, disse que na primeira metade de julho a capitalização já será finalizada e o R$ 1 bilhão em recursos entrarão no caixa. Além disso, continua a negociação com a Sumitomo, sócia na Mineração Usiminas (Musa), para acessar parte do caixa da controlada em conjunto.
Ainda faltam cerca de R$ 1,8 bilhão em dívidas para a Usiminas negociar o alongamento. O anúncio feito ontem deixa de fora 25% do endividamento bruto, nas mãos principalmente de bancos japoneses.
Faltam Japan Bank for International Cooperation (JBIC), Bank of Tokyo Mitsubishi UFJ e Sumitomo Mitsui Banking Corporation, cuja dívida, segundo a empresa, continua sendo renegociada até meados de julho. O Santander, que foi incluído no acordo de standstill”, não aparece no anúncio de ontem.
Também em março, o caixa da Usiminas era de R$ 1,74 bilhão. As obrigações com vencimento em 2016 chegavam a R$ 1,58 bilhão e em 2017, R$ 1,77 bilhão. Em 2018, vencem R$ 2 bilhões.
(Com informações de Renato Rostás / Valor)
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