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14 de junho, de 2016 | 18:30

Executivo fala em retomada da Usiminas

Novo presidente, Sérgio Leite, expôs em Ipatinga cenário atual e necessidade de reação da siderúrgica


IPATINGA – O presidente da Usiminas, Sérgio Leite, foi recebido pela diretoria da Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e de Prestação de Serviços (Aciapi) na sede das entidades, nessa terça-feira (14) à tarde.

No encontro, que fez parte de uma série de reunioões que manteve com segmentos representativos da comunidade local. o executivo falou sobre o cenário econômico e algumas das razões que fizeram a empresa chegar à situação difícil em que se encontra. 

O presidente da Aciapi, Luís Henrique Alves, disse que a diretoria e associados estavam ansiosos por boas-novas. “Nos colocamos à disposição. Sabemos da importância da empresa e esperamos que se recupere o quanto antes”, disse.

O conselheiro da Usiminas, Luiz Carlos Miranda, destacou que teve a oportunidade de votar e escolheu Sérgio Leite, o que ele acredita ser o melhor para a Usiminas. “Nos últimos anos, a empresa ficou distante da cidade, mas hoje a Usiminas está recomeçando. Esse é um momento importante porque temos de nos mobilizar. Temos de acabar com essa briga de argentinos, brasileiros e quem quer que seja. Hoje, a direção da empresa sinaliza que quer reconstruir essa história bonita”, destacou.

O dirigente pontuou que a situação da Usiminas é conhecida por todos, e que sua intervenção será voltada para o futuro. Ele lembrou que a empresa é fruto de um sonho, do qual seu pai participou. Era o sonho de ter uma usina siderúrgica de grande porte. “A Usiminas é um ícone nacional, um símbolo, mas atravessa sérias dificuldades nesse momento. Estamos fazendo um forte trabalho para construir seu presente e futuro”, pontuou. 
Wôlmer Ezequiel


Sérgio Leite Aciapi


Contexto

Sobre o momento vivido, Sérgio Leite fez algumas ponderações. Ele questionou porque uma empresa tão forte não gera Ebitda (o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) há mais de um ano ou, quando gera, é negativo? Alguns fatores citados estão relacionados ao “mundo do aço”: nos últimos 15 anos a China fez investimentos e se tornou o maior produtor e maior consumidor de aço, além do maior exportador e o produto da Usiminas perdeu o valor.

Além disso, ele lembrou que o Brasil está em seu segundo ano de recessão. “Nós, da Usiminas, somos uma indústria e o setor está acabando. Há 15 anos a indústria de transformação representava 25% do Produto Interno Bruto, 15 anos depois, representa 9%. Fizemos um plano de R$ 14 milhões de investimento. Qual o retorno desse investimento? Praticamente nada”, relatou. Outro fator é o fato de que a siderúrgica não se adaptou. “Agora, temos de trabalhar fortemente para construir o presente e o futuro da Usiminas”, salientou.

A todo o momento, o executivo destacou que é preciso reagir. Disse ainda que tem confiança de que as equipes da empresa têm condições para isso. “Temos um trabalho extremamente grande pela frente. Agora, precisamos ter competência, dinamismo e mobilizar a nossa equipe. A decisão de compra é do cliente, mas temos de estimular a compra. Todo mundo da empresa tem de estar focado”, reiterou.

A partir de agora, aponta Sérgio Leite, é preciso aumentar receita e reduzir despesa, para voltar a sonhar. “Precisamos do apoio de vocês para atravessarmos esse momento difícil. Precisamos gerar resultado e gostaríamos de caminhar unidos. Nossa mensagem é de confiança, de que é possível. Temos de tornar a usina de Ipatinga a melhor do Brasil. Temos tudo para voltar a conquistar essa posição, depende de nós, de todos nós”, concluiu.

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