14 de junho, de 2016 | 18:07

Projeto que cria cargo de agente trânsito é aprovado em Ipatinga

Por 12 votos a 4 governo municipal obtém vitória que permitirá funcionamento dos parquímetros no Centro


Após duas audiências públicas, muita polêmica e discussão, o projeto que cria o cargo de agente de trânsito em Ipatinga, foi aprovado por 12 votos a 4.

A matéria, rejeitada no mês de abril como Projeto 8/2016, voltou à Casa com o número 69/2016 e recebeu a aprovação da maioria dos parlamentares. Adelson Fernandes (PROS) e Fábio Pereira (PSC) não compareceram à votação, realizada nessa terça-feira (14).

Em comparação à votação do mês de abril, quando o Projeto 8/2016 foi rejeitado, apenas quatro vereadores mantiveram seu posicionamento contrário em relação à matéria: Jadson Heleno (SDD); Roberto Carlos (PTdoB);

Nilson Lucas (PMDB); e Werley Glicério Furbino de Araújo, o Ley do Trânsito (PSD). Assim como os que votaram favoráveis à matéria: Agnaldo Bicalho; Lene Teixeira; Saulo Manoel, todos do PT, e Nilton Manoel (PMDB).  Os demais vereadores não mencionados, mudaram o voto de não para sim e aprovaram o PL 69/2016. 
Alex Ferreira


parquímetro - centro Ipatinga


As sessões anteriores, em que o assunto foi colocado em debate no Legislativo foram marcadas por manifestação, principalmente de servidores municipais, conforme divulgou o Diário do Aço. 

Para o presidente da Casa, Sebastião Guedes (PT), a provação representa a conclusão do projeto do estacionamento rotativo. Segundo ele, a partir do momento em que for possível selecionar os agentes e colocá-los para trabalhar, o sistema vai funcionar de maneira completa. “Hoje não está funcionando, há muita evasão e há necessidade do agente para coordenador e controlar”, resumiu.

Guedes afirma que foi necessário enfrentar manobras da oposição, que não queria que isso ocorresse (a aprovação). “É a oposição que trabalha para ‘o quanto pior, melhor’. Mas a maioria do plenário é soberana, se manifestou e está aprovado e entregue sua redação final para o governo poder cumprir seus compromissos”, destacou. 
Wôlmer Ezequiel


câmara Ipatinga sessão no plenário
 

Um dos vereadores que mudaram o voto de não para sim, Rogério Rodrigues de Oliveira, o Léo Escolar (PCdoB), observa que “não mudou o voto”. O que ocorreu, segundo o parlamentar, foram estudos, porque projetos que tramitam na Casa devem ser avaliados. Ele pontua que queria se aprofundar um pouco mais sobre o assunto.

“Nós, como vereadores eleitos pelo voto popular, não podemos embasar num projeto por causa de meia dúzia. É um projeto que vai trazer benefício, apesar da polêmica. Meu voto foi favorável, mas antes eu não era contrário. Estava dando condição de direito para que o mesmo transitasse na Casa”, concluiu. 

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