07 de junho, de 2016 | 18:00

Grupo Se Toque pode fechar as portas

Casa de apoio sobrevive apenas de doações e parcerias


IPATINGA - O Grupo Se Toque, casa de apoio ao paciente oncológico, corre o risco de fechar as portas. A situação financeira da instituição, situada no bairro Ferroviários, em Ipatinga, preocupa a diretoria e pessoas que utilizam o local para tratamento médico. A presidente, Gioconda Pascoal, e o tesoureiro, José de Cássio Basílio, pedem ajuda à comunidade, o que pode ser feito por meio de doações.

Gioconda Pascoal relata que os problemas financeiros começaram há aproximadamente três anos, quando foram diminuindo os convênios. Hoje, o grupo não conta com nenhum recurso, apenas doações e parcerias. “Fizemos uma poupança que tem nos segurado nos últimos tempos, mas uma hora a coisa aperta”, lamenta. A presidente conta que a instituição tem enfrentado com bastante criatividade os tempos difíceis, fazendo campanhas, bazares, vendendo tortas, parcerias que têm amenizado um pouco a situação financeira.

Diariamente, o grupo Se Toque atende de 100 a 120 pessoas, com refeições como café da manhã e lanche. Os pacientes de outras cidades também podem ficar hospedados enquanto estão em tratamento. “Quando foi veiculada a possibilidade de que poderíamos fechar as portas, os pacientes se manifestaram e disseram que isso não pode ocorrer. Ficamos muito tristes de ter chegado a esse ponto”, resume. 
Wôlmer Ezequiel


cássio e gioconda


Diante da possiblidade de encerramento das atividades, Gioconda Pascoal lamenta por causa do serviço prestado. “Elas encontram esse apoio aqui conosco. Nossa assistente social teve uma atitude de comunicar com as secretarias de saúde das cidades que assistimos, e estamos sentindo a boa vontade dessas pessoas”, relata.

O tesoureiro do grupo, José de Cássio Basílio, observa que, no mês de abril, passaram por lá 2.252 pessoas, que foram alimentadas no local. “Só aí tivemos um gasto na faixa de R$ 6 mil. Esse dinheiro vem de doações, porque hoje não temos mais convênios”, aponta.

Tristeza
Moradora do bairro Morada do Vale, em Coronel Fabriciano, Marisa Silva, de 55 anos, está em tratamento de câncer há 12 anos. Ela frequenta o Se Toque há mais de 10 anos. Para a aposentada, o local é muito importante, pois recebe pessoas de várias cidades e é o único ponto de apoio. 
Wôlmer Ezequiel


marisa silva


“Aqui recebemos café da manhã, lanche, almoço, os que estão na casa recebem o jantar e durante o dia têm oficina terapêutica, pintura em tecido, entre outros procedimentos. É uma distração durante o tratamento e a pessoa pode melhorar cada vez mais”, afirma. Caso o grupo encerre de fato as atividades, Marisa Silva acredita que será uma “tristeza muito grande”. Entretanto, ela tem esperança de que uma solução surgirá.

“Parece que o poder Púbico ainda não tomou conhecimento do que está acontecendo. Mas se Deus quiser ainda vão fazer alguma coisa e chegar a tempo de ajudar”, vislumbra.

Interessados em apoiar o Se Toque podem doar qualquer quantia por meio do banco Sicoob Vale do Aço, agência 4036, conta 87.708-5. “Também recebemos doações por meio dos Correios do Shopping. Temos nossos cofrinhos que estão distribuídos em diversos tipos de comércio. Além de podermos receber doações via conta de luz da Cemig. Isso que tem nos ajudado e mantido as atividades da casa”, conclui Gioconda Pascoal.

O grupo fica situado na avenida José Júlio da Costa, 2.535, bairro Ferroviários, Ipatinga. O telefone de contato é o 3824-6005.

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