28 de abril, de 2016 | 17:51

Santana do Paraíso aos 24 anos

História local se mistura com bandeirantes, cachoeiras e Usiminas


Um dos mais novos municípios do Vale do Aço, Santana do Paraíso guarda a história dos desbravadores que percorriam o Vale do Aço séculos atrás. No reinado de Dom João VI, era uma região inóspita denominada pelos nativos Nack-ne-nuck, índios bravios descendentes dos Aimorés. Em 1809, o monarca determinou que a região fosse ocupada por tropas nacionais, passando-a ao controle da 1ª Divisão Militar do Rio Doce.

Antônio Rodrigues Taborda comandava ações de ocupação de terra e combatia a resistência dos índios Botocudos. Lembra o historiador Osvaldo Aredes Louzada Filho que a maior dificuldade na época era encontrar homens para entrar na mata densa e enfrentar os índios e a febre. Assim, o rei de Portugal reestruturou as Divisões Militares, nomeando o francês Guido Marlière, em 1819, administrador geral do Rio Doce.

Osvaldo Aredes afirma ainda que a ocupação de Santana do Paraíso é a mais antiga entre municípios do Vale do Aço. No final do século XIX, o lugar era um ponto de tropeiros que ligavam a região do Calado (atual Coronel Fabriciano) ao município de Ferros. A Cachoeira do Engelho Velho, ou Taquaraçu, no centro da cidade, era usada para o descanso dos tropeiros.

A Fazenda da Cachoeira do Engenho foi o primeiro centro comercial, com moinho e máquinas de limpar café e arroz. No início do Século XX, com a chegada da Estrada de Ferro Vitória Minas, o número de fazendeiros e produtores rurais cresceu. 
Divulgação/Vicente Queiróz


paraíso 24 anos


A região estagnou até a chegada da siderurgia, primeiro com a construção da Acesita, em meados dos anos 40, e depois da Usiminas, no final dos anos 50 do século passado. O aeroporto da Usiminas e o Distrito Industrial, que hoje abriga um grande número de empresas às margens da BR-381, foram construídos em Santana do Paraíso.

A partir da emancipação, no dia 28 de abril de 1992, Santana do Paraíso vivenciou um novo ciclo econômico, com aumento do número de indústrias e um grande crescimento da sua área urbana, através da formação de novos bairros e loteamentos feitos por empresas do setor imobiliário.

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