25 de abril, de 2016 | 17:24
Usiminas reduz prejuízo no primeiro trimestre
Queda nas vendas reflete estagnação do mercado siderúrgico brasileiro
DA REDAÇÃO - A Usiminas reduziu em 91% o prejuízo líquido no 1º trimestre de 2016, de R$ 151,4 milhões, na comparação com o resultado apresentado no quarto trimestre de 2015, de R$ 1,6 bilhão, quando os resultados da empresa foram impactados principalmente por efeitos extraordinários relacionados a baixas contábeis (impairment) dos ativos. Por outro lado, o Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) voltou a ser positivo nos três primeiros meses deste ano, em R$ 51,6 milhões, contra R$ 249,9 milhões negativos no trimestre anterior.
Destaca-se o fato de que, ainda que fossem excluídos os efeitos extraordinários do resultado positivo de baixa e venda de ativos (no valor de R$ 72 milhões) e do resultado negativo da venda de energia elétrica excedente (no valor de R$ 40,8 milhões), mesmo assim o Ebitda ajustado continuaria positivo em R$ 20,4 milhões no primeiro trimestre, o que mostra uma melhoria do resultado operacional da companhia.
O volume de vendas de aço no período totalizou 903 mil toneladas, uma queda de 25% na comparação com o quarto trimestre de 2015, quando foram vendidas 1,2 milhão de toneladas. Em relação ao mercado interno, também houve redução de 14,1% das vendas, que totalizaram 758 mil toneladas entre janeiro e março deste ano, contra 882 mil toneladas do período anterior. Os números refletem a estagnação do mercado doméstico, que apresentou forte queda no consumo em decorrência da desaceleração da atividade industrial no período.
Mercado externo
Além disso, houve redução de 55% nas vendas para o mercado externo, com 145,3 mil toneladas vendidas nos três primeiros meses de 2016, contra 322,9 mil toneladas no quarto trimestre do ano passado. A queda deve-se à maior seletividade nas exportações, possibilitada pela redução do excesso de produção, em razão da paralisação temporária das áreas primárias da planta de Cubatão. Já o mix de mercado apresentou melhora, com volume de vendas de 85,2% no mercado interno e 14,8% nas exportações.
Os investimentos totais da Usiminas no primeiro trimestre foram ajustados para R$ 70,1 milhões, 58,6% inferiores aos registrados nos três últimos meses do ano, de R$ 169,2 milhões. O número se deve, principalmente, ao trabalho da companhia em priorizar seus gastos em relação ao caixa. Os investimentos foram aplicados principalmente na manutenção e atualização tecnológica das unidades.
No 1º trimestre deste ano, houve importantes avanços no processo de readequação do perfil da dívida da Usiminas em virtude do momento econômico e da queda de consumo de aço. Com a aprovação de um aumento de capital de R$ 1 bilhão por parte dos acionistas, foi concedido pelos principais credores da Usiminas um acordo destandstill de 120 dias para que a empresa renegocie sua dívida para um perfil de vencimento mais adequado. Em 31 de março, a dívida bruta consolidada era de R$ 7,4 bilhões, contra R$ 7,7 bilhões em 31 de dezembro de 2015, uma redução de 5,8%, principalmente em função da valorização do Real frente ao Dólar, de 8,9%.
Mineração
No primeiro trimestre, o volume de produção foi de 701 mil toneladas, 6% maior que as 660 mil toneladas produzidas no quarto trimestre do ano passado. Também houve aumento do volume de vendas registrado nos três primeiros meses de 2016, de 974 mil toneladas, contra 670 mil toneladas no último trimestre de 2015, o que representa um crescimento de 45%.
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