16 de abril, de 2016 | 20:00
Timóteo tem onze nomes para a disputa da prefeitura
Intensa negociação toma conta dos bastidores políticos no município
TIMÓTEO Onze políticos colocaram seus nomes à disposição como pré-candidatos à Prefeitura de Timóteo em 2016. Enquanto não se fecham as articulações partidárias, cada um trata de arregimentar apoio em torno de seus propósitos. Faltando pouco mais de dois meses para o período de convenções partidárias (20 de julho a 5 de agosto), que delibera sobre os nomes para a disputa, intensa negociação toma conta dos bastidores políticos no município.
E os acertos levam em conta os estragos sofridos na história recente do município, que viveu uma instabilidade administrativa sem precedentes provocada por oito trocas no cargo de chefe do Executivo entre 2006 e 2010, em função de processos na Justiça Eleitoral.
Além do atual prefeito, Keisson Drumond (PT), candidato natural do seu partido à reeleição, também já anunciaram que são pré-candidatos, o atual vice-prefeito, Renato Martins (PMDB), o ex-prefeito Geraldo Hilário (PP), o vereador Douglas Willkys (PSB), o vereador e ex-prefeito Leonardo Rodrigues Lelé da Cunha (PSD), o ex-prefeito Sérgio Mendes (PSDB), o ex-vice-prefeito Marcelo Afonso, Eduardo Moraes (PHS), o ex-deputado e suplente de deputado estadual Juninho Araújo (PTB), o vereador José Vespasiano Cassimiro, o Vespa, que deixou o PT e foi para a Rede e o ex-prefeito e ex-deputado estadual, Geraldo Ribeiro (PPS).
Muitos dos nomes atualmente postos no tabuleiro da disputa estiveram envolvidos na instabilidade que assolou a cidade entre 2005 e 2010. Os políticos, entretanto, garantem que já resolveram sua situação e estão em condições de elegibilidade. O excesso de nomes na disputa também gera outra preocupação. Caso não haja entendimento entre os pré-candidatos da oposição, a pulverização e votos garantiria a reeleição do prefeito Keisson Drumond.
Histórico
Sérgio Mendes, por exemplo, foi o segundo colocado nas eleições em 2008, mas foi empossado como prefeito em 9 de setembro de 2010, com a cassação do primeiro colocado na votação, Geraldo Hilário Torres, por atos de corrupção política. Mendes cumpriu o mandato até 31/12/2012, quando perdeu a disputa da reeleição para o atual prefeito, Keisson Drumond (PT).
Antes disso, em setembro de 2006, o então prefeito Geraldo Nascimento de Oliveira e seu vice, Marinho da Costa Teixeira (ambos do PT) tiveram seus diplomas cassados pela Justiça Eleitoral, por uso da máquina pública na campanha eleitoral, desvio de recursos públicos para financiamento de campanha eleitoral (conduta vetada aos agentes públicos).
Ficou determinado que os segundos colocados, Leonardo Rodrigues Lelé da Cunha (na época, no PMDB), e o vice, Geraldo Hilário Torres (então no PSDB), fossem empossados. Lelé foi impedido de assumir, por ter uma condenação por improbidade em um mandato anterior e o vice, Geraldo Hilário, assumiu o cargo. Concluiu o mandato e foi reeleito. Começou, nesta época o troca-troca” no comando da Prefeitura de Timóteo, cessado apenas quando veio a eleição de 2012 e Keisson foi eleito. Os ex-prefeitos garantem que não têm mais quaisquer impedimentos legais para suas candidaturas.
Volta
Sérgio Mendes explica que atualmente está em diálogo com vários partidos políticos que se colocam como adversários ao PT (PSDB/DEM/PV/PDT/PRTB/PSDC e PV). Sou um bom candidato porque não tenho nenhuma condenação em segunda instância. Criamos o Movimento Timóteo Quer Mais!”, explica.
Sobre a alegada dificuldade de se governar no momento de retração econômica, Mendes afirma que é preciso ser gestor eficiente diante do cenário de crise econômica. Timóteo foi a segunda cidade de Minas que mais contratou trabalhadores, em função da Aperam South America. E a receita não caiu, só aumentou. Se a gestão fosse eficiente a cidade teria alcançado todos os indicadores”, enfatiza.
Leonardo Lelé, que tem dois mandatos como vereador e dois como prefeito quer voltar a ser prefeito, também afirma que não tem medo da crise. Dr. Tancredo (Neves) sempre falava que as dificuldades existem para que as pessoas de bem as resolvam. Então precisa sempre ter alguém disposto a enfrenta-las com seriedade e vontade de resolver”, observou.
O radialista Juninho Araújo, que tem um mandato completo como deputado estadual e um segundo mandato parcial como suplente, quando ocupou uma vaga na Assembleia Legislativa, adota um tom ponderado ao falar de sua pré-candidatura. Estou avaliando muito o cenário político para tomar decisões. Meu nome está à disposição tanto para sair como candidato a prefeito ou a vice em alguma chapa. Atualmente está tudo muito confuso e negociações estão em andamento. Vejo uma grande chance com Geraldo Ribeiro, que tem um nome forte na política local. É um nome livre de qualquer instabilidade política”, concluiu.
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