25 de janeiro, de 2016 | 20:00
Servidores do MPMG em greve há 112 dias
Na região, sindicato afirma que pelo menos a metade dos trabalhadores cruzou os braços
DA REDAÇÃO Nesta terça-feira (26/1), a greve dos servidores do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) completa 113 dias. O SindsempMG, sindicato da categoria, afirma ser essa a paralisação mais longa registrada no funcionalismo público do Estado. Nas comarcas judiciais do Vale do Aço, a mobilização mantém a adesão entre 40% e 50% dos trabalhadores do órgão, estima a entidade. Uma nova assembleia será realizada amanhã pela categoria, em Belo Horizonte, para discutir a última proposta feita pela Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ).
A greve foi deflagrada em 5 de outubro de 2015 por analistas e oficiais do Ministério Público. O cotidiano do órgão foi impactado diretamente, informa o sindicato, nas atividades dos setores administrativos e de diversas perícias. Somente serviços considerados de urgência e de atendimento rápido são feitos nas seções, como pedido de habeas corpus e áreas prioritárias ligadas à saúde.
A cada dia que passa mais procedimentos se acumulam nas Promotorias de Justiça de todo o estado, causando prejuízos à população”, disse o coordenador do Sindicato dos Servidores do Ministério Público de Minas Gerais (SindsempMG), Eduardo Maia, em comunicado enviado nessa segunda-feira.
Entre as reivindicações estão a recomposição anual das perdas salariais, em cerca de 8%, a volta da jornada diária de 6h, uma vez que os servidores trabalham 7h por dia, e a inclusão de auxílio-saúde, benefício concedido aos promotores de Justiça, mas que não contemplam os analistas e oficiais. A data-base da categoria venceu no primeiro semestre de 2015.
Eduardo Maia afirmou ao DIÁRIO DO AÇO que a greve perdura por mais de três meses por falta de diálogo com a administração do órgão, a Procuradoria-Geral de Justiça. O MPMG, por sua vez, argumentou que o cenário de cortes de gastos no orçamento não dá suporte ao atendimento das reivindicações.
Os pleitos que fazemos são justos e corretos e poderiam ser atendidos pela administração”, pontua Maia. Desde que foi deflagrada, no entanto, a greve perdeu adesão, após o órgão decidir cortar o ponto dos grevistas. Já chegamos a 70% de adesão à greve no Vale do Aço”, lembrou Eduardo.
Uma reunião com a PGJ foi realizada na sexta-feira (22/1). Foi proposto aos grevistas 5% de reajuste salarial. Outras exigências seriam discutidas por uma comissão formada para estudos do tema, como a redução da carga horária de trabalho e a concessão de auxílio-saúde.
O sindicato ingressou, no fim do ano passado, com um mandado de segurança junto ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais para garantir o pagamento aos servidores, manobra que ainda não foi julgada. A assembleia geral dos trabalhadores ligados ao SindsempMG ocorre nesta terça-feira na Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais (ALMG), na capital mineira.
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