15 de janeiro, de 2016 | 20:00
Alerta máximo para o zika vírus na região
SRS chama atenção para epidemia de dengue e o enfrentamento ao vetor do mosquito Aedes aegypti
IPATINGA Aproximadamente trinta casos suspeitos do zika vírus no Vale do Aço são investigados e esperam pelo resultado laboratorial, segundo informações da Superintendência Regional de Saúde (SRS), sediada em Coronel Fabriciano. Em Minas Gerais, dois casos de zika foram confirmados na quinta-feira (14/1). Pela confirmação dos casos, um em Curvelo, outro em Ubá, a gente entende que as suspeitas que temos no Vale do Aço vão ser confirmadas”, afirmou à imprensa na manhã desta sexta-feira (15/1), o superintendente regional de saúde, Wagner Barbalho.
O superintendente esteve esta semana na capital mineira em reunião que tratou sobre o assunto com representantes da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). Dos casos confirmados de zika no estado, informados pela pasta, um é de uma gestante, residente em Ubá, e o outro é de um bebê, nascido no mês de dezembro de 2015 em Curvelo, pontuou o superintendente.
Em Ipatinga, nesta sexta-feira, a SRS convocou prefeitos, secretários e técnicos em Saúde para a instalação do Plano Regional de Contingência e enfrentamento ao vetor Aedes aegypti. No auditório da Faculdade de Direito de Ipatinga (Fadipa), no bairro Veneza I, foi feito o alinhamento de medidas de urgência para o combate ao mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus. Apesar da convocação em caráter emergencial feita pelo órgão aos 35 municípios da Região e Colar Metropolitano do Vale do Aço, a movimentação de gestores municipais foi baixa.
Quanto as ações imediatas definidas no encontro, o superintendente adiantou que irão circular na região, a partir da próxima segunda-feira (18/1), dois carros Ultra Baixo Volume (UBV), que pulverizam inseticida assim como o conhecido carro-fumacê. Outros veículos foram solicitados ao estado. A atuação conjunta de uma força-tarefa com os agentes de endemias dos municípios também foi pactuada.
Microcefalia
Por se tratar de uma ameaça descoberta há pouco tempo, a demora na confirmação de casos de zika se deve ao número reduzido de laboratórios capazes de identificar a doença. Ao mesmo tempo eles se encontram sobrecarregados, explicou Wagner Barbalho. Nenhum dos estabelecimentos se situa no Vale do Aço e não existe um exame sorológico disponível para distribuição e confirmação laboratorial de zika. Somente cinco laboratórios no país fazem o diagnostico. O Ministério da Saúde busca qualificar outros laboratórios”, citou.
A associação de um caso de microcefalia ao zika vírus notificado no município de Santana do Paraíso foi descartada. No entanto, há outros em investigação.
Sintomas
A febre zika apresenta sinais e sintomas similares aos da dengue, porém mais brandos. No entanto, a maior preocupação dos órgãos de saúde com relação ao zika é com as gestantes. Isso porque o Ministério da Saúde confirmou que, quando grávidas são infectadas por esse vírus, podem gerar crianças com microcefalia, uma malformação irreversível do cérebro, que pode ser associada a danos mentais, visuais e auditivos. A microcefalia, no entanto, não é uma malformação nova, mas pode ter diversas origens.
Na região, o alerta também existe para a febre chikungunya, que, por sua vez, traz sintomas como fortes dores nas articulações. A SRS diz não haver até o momento casos confirmados da doença.
Epidemia
O contexto de focos do vetor Aedes aegypti na região sinaliza epidemia de dengue e é agravado pelo período chuvoso. Em Coronel Fabriciano, o secretário de Saúde, Rubens Castro, informou que a incidência de dengue aumentou de forma expressiva ainda no período anterior ao Natal. Na semana 1 de janeiro (de 2016), tivemos 572 casos notificados de dengue”. O município decretou situação de emergência na quarta-feira (13/1).
Em Ipatinga, o secretário de saúde, Eduardo Penna, disse que neste ano 77 casos foram notificados. Em Timóteo, o dado repassado pelo prefeito Keisson Drumond (PT) é de 209 registros. O superintendente da SRS pediu alerta máximo à população para mudança de cultura e eliminação dos focos do mosquito. 80% dos focos do mosquito estão dentro das casas”, reiterou o superintendente.
SOBRE O ASSUNTO:
Região mobilizada contra o mosquito da dengue - 14/01/2016
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