06 de janeiro, de 2016 | 20:00
SRS volta a descartar casos de Zika vírus
O órgão pontuou que casos suspeitos são investigados
DA REDAÇÃO Informações recebidas pelo DIÁRIO DO AÇO dão conta da existência de casos confirmados do vírus Zika no Vale do Aço, em virtude de pacientes com os sintomas conhecidos da doença atendidos nos hospitais públicos e particulares da região.
A Superintendência Regional de Saúde (SRS), sediada em Coronel Fabriciano, foi procurada para se manifestar sobre o assunto. Em nota, o órgão reafirmou que não existe caso confirmado de Zica vírus em Minas Gerais”.
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) informa que permanecem em investigação 18 casos de microcefalia, distribuídos em 15 municípios”. Conforme a pasta, 53 casos já foram notificados, mas 35 foram descartados. Estes casos estão sendo investigados para a determinação da causa da microcefalia, que pode estar ou não associada ao Zika vírus”, citou o órgão.
Casos da febre Chikungunya também foram contestados pela SRS. Em 2015, foram confirmados 7 casos de febre Chikungunya em Minas Gerais. Outros 129 casos foram descartados e 23 estão em investigação. Dos 7 casos confirmados: um caso foi importado da Colômbia, outro de uma pessoa residente em Viçosa, e os outros cinco tiveram transmissão no estado da Bahia. Dentre os seis casos confirmados (excetuando-se o importado da Colômbia): dois são residentes do município de Belo Horizonte, um de Uberaba, outro em Serra dos Aimorés, outro em Jequitinhonha e o último residente em Ipatinga”.
Assim como o vírus Chikungunya e o da dengue, o Zika é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. O Zika vírus começou a circular no Brasil em 2014, mas só teve os primeiros registros feitos pelo Ministério da Saúde em maio de 2015. O que se sabia sobre a doença, até o segundo semestre deste ano, era que sua evolução é benigna e que os sintomas são mais leves do que os da dengue e da febre Chikungunya, transmitidas pelo mesmo mosquito.
Porém, no dia 28 de novembro o Ministério da Saúde confirmou que as gestantes infectadas por este vírus podem gerar crianças com microcefalia, uma malformação irreversível do cérebro, que pode vir associada a danos mentais, visuais e auditivos.
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