28 de novembro, de 2015 | 10:14
A água está imprópria para consumo em Periquito
Com relatos de moradores atacados por diarreia, coceira e manchas pelo corpo, o abastecimento foi suspenso
PERIQUITO A água que abastece a cidade de Periquito apresenta forte odor e excessiva turbidez. Embora não utilize água do rio Doce, mas sim de nascentes que abastecem uma represa, a população sofre com o desabastecimento. Com relatos de pessoas atacadas por diarreia, coceira e manchas pelo corpo, o abastecimento foi suspenso.
Na manhã de sábado moradores relataram ao Diário do Aço os transtornos que enfrentam sem água no fim de semana. Conforme nota enviada pela Prefeitura de Periquito, técnicos da Copasa providenciaram a análise da água ainda na quinta-feira (26/11) e, por medida de segurança, o abastecimento foi suspenso.
Inicialmente, a orientação é que a água fosse usada apenas para lavagem de roupas e limpeza em geral. Moradores foram aconselhados a não beber ou preparar alimentos com a água. Na sexta-feira, não havia previsão oficial de normalização no abastecimento.
A alta turbidez e o mau cheiro da água foram detectados no início da semana. A Vigilância Sanitária e representantes do Ministério da Saúde estão empenhados em resolver o problema. Amostras para análise foram recolhidas e os químicos da Copasa eram esperados na cidade, uma vez que o tratamento que a empresa realizou não foi suficiente para deixar a água potável.
Em mensagens enviadas ao Diário do Aço, moradores relatam que a situação da represa que abastece a cidade é precária. O local está sujo e com animais pastando ao redor, além de não existir cerca que impeça a entrada de sujeira ou até mesmo de pessoas no local.
Há mais de uma semana estamos recebendo água com odor e gosto horrível. Ligamos na Copasa e disseram que era por causa da chuva e só agora disseram que a água é imprópria para consumo humano. Um descaso. Não temos água para beber, nem para cozinhar”, relatam moradores.
Mau cheiro
Verificou-se que o mau cheiro vem de uma das nascentes que abastecem a represa, mas a Copasa ainda não conseguiu isolar o fluxo dessa nascente. Nem mesmo o caminhão-pipa pode abastecer a represa por enquanto. A prefeitura reforça o pedido para que a população não use a água para beber ou no preparo de alimentos.
Para amenizar a situação, a prefeitura está distribuindo água mineral para pessoas acamadas, pacientes de hemodiálise e oncológicos. Algumas famílias em situação de baixa renda e atendidas pelo Cras também estão recebendo água, levada pelos agentes de saúde.
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