18 de novembro, de 2015 | 18:09
Servidores de Ipatinga suspendem greve
Na noite de terça-feira, a PMI fez nova proposta de pagamento da recomposição salarial e a oferta foi aprovada pela categoria
IPATINGA Dezenas de trabalhadores decidiram, nessa quarta-feira (18/11), suspender a greve deflagrada ao longo de 21 dias nas repartições da Prefeitura de Ipatinga, setores administrativos das escolas municipais, unidades de saúde e rede de urgência e emergência da cidade. A assembleia ocorreu na sede do sindicato que representa a categoria, o Sintserpi, no Centro. Os servidores aprovaram a última proposta feita pela PMI: recomposição salarial escalonada nos vencimentos dos meses de dezembro (2,42%); fevereiro (3%) e abril (3%) de 2016.
A recomposição não será retroativa ao mês da data-base da categoria (março/2015). Os dias paralisados, conforme o sindicato, não serão cortados, mas cada seção discutirá posteriormente a viabilidade de compensação.
Os servidores retomam o trabalho nesta quinta-feira, mas permanecerão em estado de greve, pontua a entidade. Os trabalhadores irão aguardar a administração municipal cumprir os itens prometidos na negociação feita com o Sintserpi durante a noite de terça-feira.
Antes realizada no último dia útil de cada mês, perdurou uma indefinição pela data de pagamento dos servidores. A presidente do Sintserpi, Helenir de Lima disse que, inicialmente, a administração repassará os vencimentos no 5º dia útil de cada mês. O acerto do depósito do 13º salário, por sua vez, ainda é aguardado.
Membro do comando de greve e servidor da UPA 24h, Joce Cleyton Medeiros Morais lembra que a greve começou quando o Executivo voltou atrás no acordo ora fechado com o sindicato de recomposição de 8,42% divididos nos vencimentos de outubro, novembro e dezembro de 2015.
A indefinição das datas de pagamento mobilizou os trabalhadores interrompendo assim o expediente em diversos departamentos. Para mais, a maioria dos servidores estão com três férias sem receber”. Não dá para trabalhar sem (termos) as definições do nosso pagamento, do pagamento do 13º e das férias. Essa indefinição atrapalha mães e pais de família que têm contas para pagar”, afirmou o servidor.
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