12 de novembro, de 2015 | 20:00
MPF ajuíza ações contra Dnit e Consórcios
Coordenador de movimento revela preocupação em evitar mais prejuízos aos cofres públicos
IPATINGA Duas Ações Civis Públicas (ACP) foram ajuizadas pelo Ministério Público Federal (MPF), ambas com pedido de liminar, para que as obras de duplicação da BR-381 Norte não sejam interrompidas por problemas na apreciação dos projetos de execução e nem cortes de verbas orçamentárias.
Na primeira ação, ajuizada contra União, Departamento de Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), consórcio Isolux/Corsan/Engevix e consórcio Grupo Isolux Corsan S/A, o MPF pede que os consórcios entreguem os projetos dos lotes 4, 5 e 6 da BR-381 Norte. Além disso, solicita que o Dnit analise as propostas e decida se as aceita ou reprova, em 90 dias, incluindo neste prazo eventuais necessidades de alteração no projeto. Caso ocorra a aprovação, as obras devem começar em, no máximo, cinco dias.
No caso da rejeição dos projetos dos lotes 4 (Ribeirão Prainha e entroncamento acesso sul de Nova Era), 5 (entroncamento acesso Sul de Nova Era João Monlevade) e 6 (João Monlevade Rio Uma), o MPF pede que o Dnit aplique as penalidades contratuais cabíveis e que as empresas classificadas no edital sejam chamadas para assumir os contratos. Caso o Dnit não consiga que nenhuma empresa assuma o contrato, deverá realizar nova licitação em no máximo seis meses.
Na segunda ação, ajuizada contra União e Dnit, o MPF quer garantir que as obras já iniciadas do lote 7 - localizado entre o Rio Una e o entroncamento com a MG-435 - não sejam interrompidas por cortes de verbas ou que os réus se abstenham de remanejar os valores já empenhados e suficientes para a continuidade dos trabalhos. Com o valor de R$ 530 milhões, as obras estão em andamento, mas têm risco de paralisação.
Movimento
O coordenador do Movimento Nova 381 e presidente da Fiemg Regional Vale do Aço, Luciano Araújo, pontua que o trabalho da entidade tem sido para que não haja mais prejuízos aos cofres públicos. Houve um gasto enorme nessa obra. O lote 7 nos preocupa muito, porque tem uma área onde foi feita terraplanagem e o trabalho pode ser perdido no período chuvoso. Outro detalhe é que queremos viabilizar a utilização dos túneis, para isso o lote 3.1 deve ser agilizado”, pontua.
Luciano Araújo acrescenta que tem conversado com a Isolux sobre uma possível retomada das obras. Ele pondera, em contrapartida, que é fundamental que seja quitado o débito junto às subcontratadas pelo consórcio na região do Vale do Aço. Nesse momento, é importante contar com apoio da Justiça para que realmente tenhamos boas notícias em relação à obra. Esperamos que este mês tenhamos novidades”, vislumbrou.
Os lotes 1 e 2 (Governador Valadares a Jaguaraçu/Marliéria) e 3.1 (MG-320/Jaguaraçu Ribeirão Prainha) também apresentam problemas, haja vista que o consórcio vencedor da licitação desistiu da obra e requereu a resolução amigável do contrato, sem aplicação de sanção. Nesse caso, o MPF já tinha recomendado ao Dnit que não fizesse a resolução amigável ou realizasse qualquer pagamento enquanto não fosse feito o devido procedimento administrativo para averiguar eventuais irregularidades praticadas pelo consórcio Isolux, aplicando as devidas sanções. O órgão acatou a recomendação e está realizando o procedimento.
O MPF pede, liminarmente, que a Justiça determine que a União e o Dnit destinem verba orçamentária suficiente para a realização das obras de manutenção, melhoria e duplicação do trecho para que o prazo de execução da obra, previsto em três anos e dois meses, seja cumprido. O MPF pede ainda, caso necessário, que a Justiça determine o sequestro judicial dos recursos orçamentários para o prosseguimento das obrasLe
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