29 de outubro, de 2015 | 15:02
Servidores deflagram greve em Ipatinga
Sindicato afirma que serviços de saúde funcionarão com escala mínima de serventuários
Com atualização às 17H30.
IPATINGA Os servidores públicos municipais deflagraram greve por tempo indeterminado nessa quinta-feira (29/10). A mobilização reúne profissionais dos setores administrativos das escolas, de seções da prefeitura, além de trabalhadores das unidades de saúde e rede de urgência e emergência do município. O Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Ipatinga (Sintserpi) fará ato público na manhã desta sexta-feira (30/10) em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no bairro Canaã, em busca de mais adesões à paralisação.
Ao longo dessa quinta-feira, servidores fizeram protestos inflamados na Praça Três Poderes, no Centro. Um carro de som, cartazes, faixas e adereços foram utilizados para chamar a atenção do Executivo. Os manifestantes ocuparam ainda o hall da Prefeitura, onde um piquete tentou impedir o acesso de servidores às secretarias.
No começo da tarde, o plenário da Câmara de Vereadores sediou uma assembleia para deliberar a última contraproposta feita pela Prefeitura de Ipatinga. O município propôs ao funcionalismo público uma recomposição escalonada de 8,42%, dividida em parcelas a serem pagas nos salários de dezembro de 2015 a maio de 2016. A maioria dos presentes foi contrária à oferta.
A indignação dos servidores ocorre porque a Campanha Salarial 2015 da categoria havia sido fechada meses atrás, com a anuência do governo municipal de recomposição de 8,42%, em três parcelas de 2,81%, repassadas nos vencimentos de outubro, novembro e dezembro. O Projeto de Lei 78/2015, que trata da recomposição, inclusive chegou a ser enviado a Câmara, mas a Casa legislativa devolveu a matéria para diligências. O documento não retornou ao Legislativo.
Presidente do Sintserpi, Helenir de Lima disse que serviços de urgência e emergência do município, como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Hospital Municipal de Ipatinga (HMI) e UPA 24 horas, funcionarão neste fim de semana com escala mínima de trabalhadores. Na assembleia realizada ontem, outros itens, além disso, foram acrescidos à pauta de reivindicações. Queremos, além da recomposição já acertada anteriormente, a garantia do pagamento de férias em atraso, recomposição retroativa ao mês de março de 2015, mês da data-base da categoria, e a garantia de que nenhum direito será cortado”, enfatizou. [[##1006##]]
PMI
O procurador geral e secretário municipal de Administração, Vicente Costa, e o titular da Secretaria da Fazenda, Fábio Mussi, se posicionaram sobre o impasse. Em entrevista, eles reafirmaram o cenário desfavorável das contas públicas, a queda de receita e a crise na siderurgia local. Vicente Costa disse que a última proposta apresentada pelo governo é o limite do que pode ser oferecido aos servidores”. Mais do que isso, é impossível honrar. O dinheiro da prefeitura tem que manter outras despesas e serviços essenciais do município”, disse.
Devido aos possíveis impactos da greve na Saúde pública, Vicente Costa afirmou que o município buscará todos os meios para que serviços não sejam prejudicados, inclusive apelar contra o movimento judicialmente. Quem está no hospital, doente, não pode ser prejudicado por uma greve. Para nós, não existe escala mínima de atendimento. Estamos falando de vidas humanas. Fazemos um apelo aos servidores para que retornem ao trabalho. Nosso diálogo com a categoria continuará aberto”, encerrou.
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