28 de outubro, de 2015 | 19:00

Fiemg debate sustentabilidade empresarial

Executivo discursa em Ipatinga sobre desafios do crescimento econômico com redução de impactos ambientais


IPATINGA – A Fiemg Regional Vale do Aço recebeu, nessa quarta-feira (28/10), o vice-presidente estadual da federação e também presidente da União Internacional Cristã de Dirigentes de Empresas (Uniapac América Latina), Sérgio Cavalieri. O empresário palestrou a gestores da região sobre “a nova economia e os desafios da sustentabilidade”. Sérgio pontuou que, apesar da crise financeira, dirigentes precisam repensar seus processos de produção. 

Em encontro com a imprensa regional, Cavalieri citou o pacto global da Organização das Nações Unidas (ONU) pela sustentabilidade e lembrou que o tema é enfatizado, inclusive, por líderes religiosos como o Papa Francisco. “É a pauta do dia. Além de produzir bons produtos, gerar emprego e renda, a empresa tem que trazer o bem para a sociedade”, resumiu o vice-presidente da Fiemg.

Questionado sobre a crise financeira que causa aflição aos brasileiros, Sérgio Cavalieri lamentou o cenário que “deriva de uma questão política, ética e moral que o país passa há algum tempo”. O membro da Confederação Nacional da Indústria (CNI), no entanto, voltou a acentuar que as empresas devam pensar seu crescimento econômico com “atitudes éticas, sem agredir o meio ambiente e colaborar para o desenvolvimento social”.

“Isso faz parte do dia a dia do empresário, do dono da empresa. A empresa não tem o direito de deixar o mundo pior do que encontrou, um funcionário pior do que contratou, e um meio ambiente pior do que recebeu. A empresa existe na sociedade para melhorá-la”, discursou.

O presidente da Fiemg Regional Vale do Aço, Luciano Araújo, endossou o tema e exemplificou que diante da crise hídrica que afeta a região, profissionais tem a necessidade de adequar linhas de produção. “O momento é difícil, o mercado diminui e as empresas que trabalharem a sustentabilidade ganham diferencial e competitividade. Não dá para pensar em transformar o Vale do Aço e o Leste de Minas no novo vetor de desenvolvimento de Minas Gerais se não for de uma forma sustentável e equilibrada, respeitando recursos naturais”, sintetizou. 

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