15 de outubro, de 2015 | 19:00

Aperam define estratégias para enfrentar crise

Frederico Ayres Lima descartou cortes no quadro de pessoal e elencou a flexibilidade da planta industrial da companhia


TIMÓTEO – O presidente da Aperam South America, Frederico Ayres Lima, afirmou, nessa quinta-feira (15/10), que a empresa não considera, por ora, reduzir a jornada de trabalho e de salário ou, ainda, demitir pessoal diante da crise na economia brasileira. Ao avaliar o cenário de pessimismo econômico que deverá persistir em 2016, o executivo ressaltou que a companhia alinhou estratégias para enfrentar o período de crise, mantendo estabilidade nas atividades da Aperam.

A assessoria da companhia convocou a imprensa ao seu escritório central em Timóteo, na tarde dessa quinta-feira, para “estreitar laços” e dar “transparência sobre as ações da empresa”. No entanto, números e balanços de como a crise estaria impactando a produtividade e os lucros da companhia não foram apresentados. Ao ser questionado sobre a estimativa da ordem de lucros da Aperam em 2015, Frederico Ayres Lima foi breve: “a empresa não faz estimativas futuras”.

À imprensa, a diretoria da empresa expôs por cerca de uma hora a atual realidade da economia internacional, onde há forte concorrência devido à oferta excedente de aço; a queda de 7% na atividade industrial brasileira em 2015; a queda no consumo do inox no país; uma retração estimada de cerca de 3% no Produto Interno Bruto (PIB) neste ano; entre outras.

A produção da Aperam South America tem se mantido em patamares à frente do previsto para o setor, segundo informou o presidente da companhia, por meio de gráficos. “É um período de crise no mercado e na economia, que exigiu ajustes na condução da empresa”, justificou. Frederico Ayres citou também que a performance da empresa se deve a uma política de redução de custos fixos e flexibilidade operacional. Apesar da produção alta, a rentabilidade está em baixa, reconheceu Ayres.

Com a demanda interna em baixa, a Aperam redirecionou sua produção para o mercado externo, o que seria uma “válvula de escape” da companhia nos últimos anos. “Com o câmbio mais favorável, exportar é importante para a Aperam”, resumiu Frederico. Mas a alta do dólar preocupa devido à pressão sobre a inflação que impacta os custos de produção. Outra manobra da Aperam foi pedir proteções antidumping (sobretaxas nas importações) ao governo federal.

Para 2016, a Aperam investirá no Laminador 1 e começará a produzir o HGO (aço elétrico de grão super orientado) de maior eficiência energética. “A empresa será a primeira siderúrgica nacional a ter o produto em seu portfólio, e manteve o investimento de US$ 17 milhões para adequação de equipamentos às novas tecnologias”, encerrou o presidente da companhia. Frederico Ayres sinalizou que o próximo ano será “desafiador” e que, nos próximos seis meses, a empresa vislumbra manter a estabilidade operacional. Veja mais, no vídeo abaixo:

 

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