22 de julho, de 2014 | 00:00
Mais de 2 mil pessoas na 11ª Romaria Ecológica
Evento tradicional marca a comemoração dos 70 anos do Parque Estadual do Rio Doce
DA REDAÇÃO Fé, tradição e celebração da natureza marcaram a 11ª Romaria Ecológica Diocesana Bispo Dom Helvécio, no Parque Estadual do Rio Doce (Perd), no último sábado (19). O evento tradicional que comemorou os 70 anos da unidade de conservação localizada em Marliéria, teve ainda a inserção do protesto dos integrantes do Movimento Asfalta-Já MG 760” que fizeram panfletagem e levaram cartazes pedindo a retomada da obra, parada desde dezembro do ano passado. A manifestação ocorreu pacificamente, conforme acordo firmado entre os manifestantes, organizadores do evento e a Polícia Militar.
O gerente do parque estadual, Vinícius Moreira, informou que cerca de 2.300 pessoas participaram da Romaria. O número foi um pouco menor em relação ao ano anterior. Porém, foi a romaria mais segura, não tivemos nenhuma ocorrência policial. O acordo foi cumprido e realizamos a Romaria dentro do esperando, com tranquilidade”, resume Vinícius Moreira.
O gerente destaca a importância de celebrar as sete décadas de existência do Perd, que pode ser considerado um tesouro da natureza. Foi bom celebrar a criação do Perd, a primeira unidade de conservação do Estado e maior remanescente de Mata Atlântica de Minas, um orgulho para o povo mineiro”, frisou Vinícius Moreira.
A Romaria lembra a luta do bispo Dom Helvécio pela criação da unidade de conservação. Como manda a tradição, no sábado, às 5h30, os cavaleiros se concentraram para a benção na Igreja de São Sebastião, e depois saíram rumo ao Perd. No trajeto, passaram por Cava Grande e Santo Antônio da Mata. Enquanto isso, a romaria de Marliéria se movimentava para se encontrar com as caravanas de Dionísio e Timóteo, no trevo do Perd. Depois desse encontro, a imagem de Nossa Senhora da Saúde retorna para o seu local, a capela do Parque Estadual do Rio Doce, onde é celebrada uma missa. Em seguida, muita festa, feijão tropeiro e boi no rolete fecham a Romaria Ecológica, que conta com a presença de várias gerações.
O padre Duíle de Assis Castro frisa a resistência da Romaria como tradição local. Nós superamos as dificuldades para que o essencial não se perca. Os municípios da região são como famílias, com pessoas de várias idades que se encontram nessa participação alegre em homenagem a Nossa Senhora da Saúde. Aqui, juntos, valorizamos o dom de Deus que é a natureza”, afirmou o sacerdote.
Som
O coordenador do som que acompanha a Romaria, Ângelo Castro, conhecido como Lico, levou o equipamento em uma charrete. Nos anos anteriores ele utilizava o famoso jegue elétrico, que foi substituído para dar mais conforto e modernidade. Em todos os anos, ele sai de Dionísio até Marliéria onde dorme para acompanhar a Romaria no dia seguinte. A Romaria é preservação do meio ambiente, cultura e folclore da região. É um prazer muito grande participar disso, ver a comunidade reunida”, comentou.
Morador de Timóteo, Antônio Castro levou sua família ao evento. Há cinco anos trago a família para essa linda festa. Não podemos perder”, disse. A moradora de Timóteo que tem familiares de Marliéria, Aline Castro levou suas filhas de 14 a 16 anos de idade. Fiz questão de trazer as minhas filhas para que elas tomem gosto por essa tradição”, falou.
Muladeiros
Assim como os antigos tropeiros, a Romaria Ecológica preserva a figura dos muladeiros, os responsáveis por levar alimentos, roupas e itens necessários para a viagem nas mulas e garantir apoio aos participantes. Entre eles estavam os moradores de São José do Goiabal, Henrique Moraes e Rodrigo Moraes, que são muladeiros pelo quarto ano seguido. Assim como os tropeiros, trazemos de tudo na mula, roupas, comida. Se precisar dormir, também tem tudo. Antigamente, burro era o caminhão de hoje. Na Romaria tentamos seguir essa tradição. É bonito e gostamos”, pontua Henrique Moraes.
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