31 de dezembro, de 2013 | 00:00

“Precisei estabelecer prioridades em 2013”

Cecília Ferramenta vislumbra 2014 como um ano de “realizações visíveis”


IPATINGA – Ao fim do primeiro ano de seu mandato a prefeita de Ipatinga, Cecília Ferramenta (PT), relatou sobre os principais momentos de 2013, em entrevista concedida ao DIÁRIO DO AÇO, em seu gabinete. Conforme a prefeita, este foi um período de levantamento e planejamento, vislumbrando um 2014 de mais realizações, momento em que as obras e demais ações começarão a aparecer na cidade. Na oportunidade, a chefe do Executivo falou ainda sobre a reabertura do restaurante popular e a continuação das obras da avenida Maanaim.

Ao analisar o ano, Cecília Ferramenta classificou como “assustador” em alguns momentos, ao analisar as dificuldades que, na sua opinião, foram superadas em sua maioria. “Realizamos muita coisa em 2013, inclusive em relação à questão da credibilidade do nosso município junto aos órgãos públicos, tanto federais quanto estaduais, tirando Ipatinga do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi)”, destacou. Além disso, pontua, vários projetos foram aprovados nas áreas de Assistência, Educação, Saúde, Esporte e Lazer.

“E, hoje, vemos as portas se abrindo para o município novamente no governo federal e também pelo governo estadual, com alguns projetos já aprovados. Estamos com a construção de creches no município, unidades de Saúde; a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) já praticamente pronta”, detalhou.

A prefeita acresceu que está em fase inicial a construção do bloco E no Hospital Municipal, parada até pouco tempo por causa de um problema na prestação de contas em 2005. “Mas conseguimos resolver isso também e já estamos construindo com recursos garantidos pelo Ministério da Saúde para, de fato, concluir as obras”, enfatizou.

Sobre a dívida do município, Cecília relatou que o passivo foi equilibrado, considerando que foram pagos em dívida flutuante R$ 132 milhões. Para os servidores municipais foram destinados quase R$ 30 milhões durante o ano, além de creches, entidades sociais, saúde e esporte, algo em torno de R$ 25 milhões. “Pagamos dívidas com fornecedores da saúde, educação e organizamos, negociamos, renegociamos, estamos num processo de equilíbrio financeiro. O orçamento de 2014 foi aprovado na Câmara pelos vereadores da base, que aprovaram porque entenderam que nosso orçamento está de acordo com o que devem ser as políticas públicas”, enfatizou a prefeita.

Restaurante
Questionada sobre a reabertura do restaurante popular, a prefeita de Ipatinga explicou que esta é uma situação complicada, pois não poderia reabri-lo sem estabelecer prioridades no município. “E foi o que fizemos, porque só para recuperar o restaurante precisamos de aproximadamente R$ 800 mil e mais R$ 150 mil para custeio mensal para mantê-lo aberto. Não tenho esse recurso, não tinha e continuo não tendo. Precisamos discutir com a população qual a maior necessidade do município, é um restaurante popular aberto, ou um atendimento digno nas unidades de saúde? Ou as nossas escolas funcionando em tempo integral para cuidarmos de crianças e adolescente que estão na rua? Esse debate faço aonde tiver de fazer, porque temos dados e nos aprofundamos nessa questão e preciso compartilhar isso com a população”, justificou.

Cecília acrescenta que seu governo não foi o responsável pelo fechamento do restaurante popular, nem pelo fechamento do monitoramento de ruas com câmeras, o Olho Vivo. “Neste caso, nós entramos na Justiça contra esse contrato, porque na auditoria que fizemos nos três primeiros meses de governo, detectamos vários problemas e fizemos a denúncia no Ministério Público. Ganhamos em primeira e segunda instâncias. Além das câmeras não serem de qualidade, gastou-se muito e levamos essa preocupação para o Estado, que mandou uma equipe vistoriar o equipamento e se negou a fazer o religamento dessas câmeras, preferindo fazer uma nova licitação para que sejam colocados novos equipamentos”, disse.

Viário
A prefeita acrescenta que a avenida Maanaim, ligação entre o Parque Ipanema e a avenida Selim José de Sales, no bairro Canaã, também já estava com as obras paralisadas quando começou o seu governo. O projeto apresenta problemas contratuais, ainda sem solução. Cecília Ferramenta informou que o governo negocia sobre a questão para ver qual o caminho a seguir em relação a esse projeto “que foi muito mal feito”, já consumiu recursos públicos e está parado. “Não posso simplesmente reiniciar algo que, daqui a pouco, terei de paralisar. Tenho responsabilidades em estabelecer prioridades dentro das possibilidades que temos de disponibilização de recursos públicos”, afirmou.


Ações como a reforma das unidades de saúde, a contratação de mais médicos e composição de equipes da saúde da família, são alguns pontos destacados por Cecília Ferramenta. “Percebemos que valeu a pena e tem muito a ser feito, mas estamos no caminho certo, estamos organizando a nossa cidade, a prefeitura e percebemos que 2013 foi um ano de levantamento, de planejamento, e 2014 será de mais realizações visíveis, porque tem muita coisa que a gente realiza, mas elas não são visíveis. A partir de 2014 teremos mais visibilidade porque é o momento que as obras começam aparecer na cidade”, concluiu Cecília Ferramenta.
 
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