02 de março, de 2013 | 00:06

Protesto bloqueia ponte por 50 minutos

População relata indignação com descaso do Dnit diante da interdição da antiga ponte sobre o rio Piracicaba

FABRICIANO – A ponte Mariano Pires Pontes, que interliga os municípios de Coronel Fabriciano e Timóteo foi interditada por cerca de 50 minutos, no fim da tarde desta sexta-feira (1º). A ação foi um protesto de um grupo de empresários de Fabriciano, com o apoio de políticos da região contra a demora do Departamento Nacional de Infra Estrutura e Transportes (Dnit) em solucionar a interdição da antiga ponte que já dura quase quatro meses.
A ponte Mariano Pires Pontes é, atualmente, a única ligação entre as duas cidades, depois que a ponte velha na avenida Tancredo de Almeida Neves, sobre o rio Piracicaba, foi interditada por risco de desabamento. A antiga ponte está interditada desde o dia 8 de novembro de 2012, quando foram detectadas rachaduras na base que sustenta dois dos seus pilares.
De lá para cá o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) chegou a anunciar estudos técnicos para avaliar quais serão as providências necessárias para a revitalização da travessia sobre o rio Piracicaba, sem, contudo anunciar qualquer solução para o problema.
O fechamento do trânsito pelos manifestantes ocorreu, propositalmente, no horário de saída dos trabalhadores das empresas de Timóteo, quando aumenta o fluxo nos dois sentidos. O protesto foi organizado principalmente por empresários com empreendimentos localizados na avenida Tancredo de Almeida Neves, prejudicados com o fechamento da antiga ponte.
O empresário Sadi Luca conta que durante todos esses meses, após a interdição do antigo trecho, os empresários aguardam uma posição do Dnit, porém, nada foi realmente explicado até agora. “No trecho da ponte há uma série de geradores de emprego que, atualmente acumulam prejuízos, muitos tem concedido férias coletivas para não ter que fechar as portas”, relata.
Wôlmer Ezequiel


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Para o gerente de uma concessionária de veículos, Marcelo Cardoso Pacheco, também localizada na avenida Tancredo Neves, o manifesto era realmente necessário e os empresários não devem ficar de braços cruzados. “Ninguém até hoje deu uma avaliação concreta da ponte, se ela comporta ou não o fluxo de carros pequenos, enquanto isso sofremos uma queda de 50% nas vendas. E por isso estamos aqui hoje (ontem) porque muitos têm tirado do próprio bolso, para manter seus comércios abertos”, lamentou.
 Apoio
O deputado estadual José Célio Alvarenga, o Celinho do Sinttrocel (PCdoB), juntamente com alguns vereadores do município, marcou presença na manifestação como forma de apoiar a iniciativa dos empresários de Fabriciano. Celinho acusa o descaso e desrespeito falta de esclarecimentos por parte do Dnit. “Já nos reunimos com representantes do Dnit e várias promessas foram feitas e não foram cumpridas. Ainda sim, continuamos a procurar o órgão e nenhum representante nos diz o que realmente será feito e quando essa obra vai sair”`, protestou.
Wôlmer Ezequiel


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Pacífico

Além de veículos utilizados no bloqueio, o grupo de empresários teve apoio de um helicóptero e também de oficiais da Polícia Militar. Em seu primeiro dia de trabalho, após assumir o comando da 85ª Companhia de Polícia Militar Especial de Timóteo, o capitão Luiz Carlos Ribeiro Magalhães exigiu que fosse um manifesto pacífico e impediu a queima de pneus, ação planejada pelos empresários. Após alguns minutos de negociação, foi acordado entre as partes a liberação do trânsito.
Os manifestantes esperam sensibilizar o Dnit e receber um retorno do órgão sobre o futuro da antiga ponte. Caso a reivindicação não seja atendida o grupo promete repetir a ação e estender também ao Anel Rodoviário da BR-381, bloqueando totalmente o acesso a região Leste do estado.
 
O DIÁRIO DO AÇO conversou com os primeiros motoristas que chegavam à ponte no momento da interdição. Eles consideraram o protesto justo.
 
Wôlmer Ezequiel


Genalva Silva Barbosa

Wôlmer Ezequiel


Humberto José Nunes Bastos
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