27 de fevereiro, de 2013 | 00:00

A história do comércio fabricianense

Revista regional aborda os quatro ciclos de desenvolvimento de Coronel Fabriciano

FABRICIANO - A história do comércio de Coronel Fabriciano é o tema principal da edição de nº 35 da revista Caminhos Gerais. A matéria aborda os quatro ciclos de desenvolvimento econômico da cidade, que foi formado primeiro pela construção da Estrada de Ferro Vitória a Minas, depois pela exploração de carvão vegetal pela Belgo Mineira, em seguida pela construção da antiga Acesita e finalmente pelo início de operação da Usiminas.
O primeiro ciclo ocorreu a partir de 1922, com a chegada dos engenheiros, pessoal administrativo e trabalhadores braçais que atuaram na construção da ferrovia. A estação do Calado – topônimo antigo de Coronel Fabriciano – foi inaugurada dois anos depois com o nome de Raul Soares, homenagem ao presidente (atual cargo de governador) de Minas Gerais, Raul Soares de Moura, que faleceu em agosto daquele ano durante seu mandato.
Mas, na verdade, informa a publicação, o surgimento primitivo da Barra do Calado ou São Sebastião do Calado, começou com os tropeiros que desciam das regiões de Antônio Dias, Ferros, Santana do Paraíso, Mesquita e Joanésia e passavam por Cocais dos Arrudas e Santo Antônio do Gambá – atual distrito de Melo Viana – até a desembocadura do ribeirão Caladão com o rio Piracicaba, no Calado, de onde as mercadorias iam para outras cidades.
Acervo Caminhos Gerais


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Particularidades

A história do comércio fabricianense tem suas peculiaridades, como a do antigo e pouco conhecido Armazém dos Mafra, mas que nos anos 1940 possuía 13 balconistas uniformizados e com gravata borboleta, todos com direito a beber uma cerveja na hora do almoço. A Casa José Franco vendia mercadorias vindas da cidade de Santa Bárbara em lombos de burros até Antônio Dias, de onde chegavam de trem até o antigo povoado.
Como tal frete era muito caro, o comerciante José Anastácio Franco passou a comprar mercadorias oriundas do Rio Grande do Sul, que aportavam no porto de Vitória (ES) e de lá eram transportadas pela Estrada de Ferro Vitória a Minas até o Calado, por um preço inacreditavelmente bem menor.

 
Acervo Caminhos Gerais


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Suplemento especial destaca Dom Lara
 
Além da pesquisa historiográfica sobre o comércio de Coronel Fabriciano, a mais recente edição da Revista Caminhos Gerais traz ainda um suplemento especial sobre a vida do bispo emérito Dom Lélis Lara. Nascido em Divinópolis, em 19 de dezembro de 1925, o religioso possui uma valiosa obra ligada não apenas à Igreja Católica, mas também às causas sociais, cujo maior exemplo, foi seu esforço para criação da Cidade do Menor.
Mas, apesar de sua postura pacífica e humana, quando ainda era padre em Juiz de Fora, Dom Lara foi vigiado por informantes da ditadura militar. Hoje, sua opinião sobre o golpe dos generais em 1964 é de que foi um ‘tempo perdido’.
Apaixonado pela música, Dom Lara estudou harmonia e composição com o maestro Nicola Praglia, em Roma. O bispo também confessou que é torcedor do Atlético Mineiro, do Fluminense e do Social. A revista também publica entrevista com o fotógrafo Sergio Mourão, que possui um enorme acerco fotográfico de Minas Gerais, além do perfil do fotógrafo e cineasta Elizeu Mol.

 
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