04 de julho, de 2012 | 00:00

“Vital Brazil não é 100% SUS”

Segundo Regional de Saúde, cerca de 80% da sobrecarga do hospital é de usuários de Coronel Fabriciano

FABRICIANO – A Superintendência Regional de Saúde (SRS), com sede em Coronel Fabriciano, reafirmou estar em dia com todos os repasses acordados na Justiça, pelo atendimento aos pacientes fabricianenses atendidos pelo Hospital e Maternidade Vital Brazil. A superlotação nos atendimentos médicos originou um manifesto do corpo clínico do hospital, que ameaçou paralisar as atividades. O órgão ainda contestou as declarações do prefeito de Coronel Fabriciano, Francisco Simões (PT), publicadas na edição de ontem do DA.
O superintendente Regional de Saúde, Anchieta Poggiali, esclareceu que o repasse do SUS, por meio do Estado, para Fabriciano, é de R$ 306.083,95. “Mas como a UTI do antigo Siderúrgica não estava funcionando, foi retirado à quantia R$ 114.892,80 do teto do município e transferido para Governador Valadares, desde dezembro de 2010”, explicou.
 
De acordo com Poggiali, esse valor retirado do repasse, retornará para Fabriciano a partir do mês de agosto, com a reabertura do hospital, sob a administração da Fundação São Camilo. “Na verdade, nesse último ano em que o hospital ficou fechado, o valor repassado pelo SUS é de R$ 191.191,15. E esse dinheiro é usado pelo Estado, conforme decisão da Justiça Federal, para pagar todo atendimento excedido à população de Fabriciano nos hospitais de Timóteo e Ipatinga” argumentou.
 
Segundo informações da SRS, todos os meses, o Vital Brazil apresenta um relatório sobre os atendimentos realizados à população de Fabriciano. Dessa forma, todo o atendimento feito pela unidade hospitalar é pago diretamente pelo governo de Minas Gerais. No mês de março, foi repassado, conforme o superintendente, R$ 217 mil; em abril R$ 108 mil; e R$ 116 mil em maio.
Sobrecarga
Para o superintendente, cerca de 80% da sobrecarga dos atendimentos do Vital Brazil é de pessoas originadas de Coronel Fabriciano. Uma das causas disso, segundo Anchieta Poggiali, é pelo fato de o município ainda não estar com a sua saúde básica organizada. “Só no mês passado, a administração iniciou os trabalhos com as novas equipes de PSF e ainda não implantou o protocolo de Manchester”, lembrou.
Outra causa da sobrecarga seria o mau direcionamento de pacientes para o hospital. “Muitas vezes, as pessoas que deveriam ser atendidas nas unidades de saúde (UBS), se direcionam ao hospital desnecessariamente, causando prejuízo ao funcionamento da unidade”, pontuou.
Municípios
Além do repasse pelos atendimentos excedidos, o HMVB recebe recursos provenientes do Pro-Hosp, cerca de R$ 650 mil por ano, e do Pro-Urge cerca de R$ 29 mil por mês. No entanto, Anchieta Poggiali destacou a importância de os municípios apoiarem o atendimento do hospital, assim como tem feito a administração municipal de Timóteo, contribuindo com repasses para equilibrar as contas. “O Hospital Vital Brazil não é 100% SUS e, por mais que o Estado tente ajudar, não é suficiente para equilibrar suas contas” explicou.
O QUE JÁ FOI PUBLICADO:

Médicos do Vital Brazil lançam manifesto contra superlotação - 03/07/2012
 
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