07 de janeiro, de 2012 | 00:00
Argentinos negociam direção da Usiminas
Ternium e Nippon discutem novo comando executivo e modelo de gestão da companhia
DA REDAÇÃO Notícia veiculada nesta semana pela imprensa nacional aponta que os próximos dias serão fundamentais para a Usiminas. Matéria assinada pelo jornalista Ivo Ribeiro, do Valor Econômico”, informa que a mais nova acionista da companhia, a Ternium, negocia com os sócios japoneses, liderados pela Nippon Steel, um novo comando executivo da siderúrgica mineira, bem como o modelo de gestão. Conforme a matéria, a direção da empresa caberá a um executivo argentino indicado pela Ternium, fabricante de aço do grupo ítalo-argentino Techint.Entre os nomes cotados para assumir a siderúrgica mineira estaria o de Julián Eguren, que é o atual diretor-geral das operações da América do Norte da Ternium e presidente-executivo da Ternium México desde 2008. Ela incorporou as antigas siderúrgicas Hylsamex e Imsa. Julián Eguren, tem 48 anos e é formado em administração de empresas, com pós-graduação na MIT.
Ele trabalha desde 1987 na organização Techint, onde ocupou vários cargos. Antes da Ternium México, foi presidente da Sidor, por quatro anos, siderúrgica venezuelana que era controlada pela Ternium e reestatizada pelo presidente Hugo Chaves em 2008. Na Sidor, entrou como diretor comercial em 2000. Também passou pelas fabricantes de tubos Tavsa, na Venezuela, Tamsa, do México, e Siderca, na Argentina, todas do grupo ítalo-argentino.
Definição
Outro nome citado para ocupar o alto escalão da Usiminas é o de Ricardo Juan Pedro Soler, 60 anos. Administrador de empresas, Soler passou sete anos no Brasil, entre os anos de 1999 e 2006, como vice-presidente executivo e do conselho da Confab, empresa de tubos da Techint no país. Com mestrado em administração na Stanford, EUA, Soler ocupa o cargo de diretor-financeiro da Tenaris, companhia de tubos da Techint, desde outubro de 2007. Começou a trabalhar no grupo em 1973.
O novo presidente da Usiminas e do conselho devem ser definidos e anunciados no dia 16, mesma data do fechamento financeiro da operação de venda de 27,7% do capital ordinário da siderúrgica. O grupo Techint, por meio de empresas controladas, desembolsará R$ 5 bilhões por ações que eram de Votorantim e Camargo Corrêa, o bloco V/C, e do Clube dos Empregados da Usiminas.
Em dezembro, após firmar a intenção de compra, um grupo de cerca de 30 pessoas da Ternium realizou, em Belo Horizonte, uma auditoria dos ativos da Usiminas. A Ternium, que tem operações na Argentina, Colômbia, México e Estados Unidos, negocia com os japoneses a indicação de pelo menos dois executivos no alto comando da Usiminas. Um deles seria o novo CEO, na cadeira ocupada por Wilson Brumer desde abril de 2010, e uma outra diretoria seria a vice-presidência financeira/administrativa ou de planejamento estratégico.
Voto de confiança
Outros nomes de destaque do grupo argentino são Martin Berardi, que ocupa a vice-presidência da Siderar, braço da Ternium na Argentina; Paolo Basseti, diretor-geral da Ternium Brasil e Pablo Brizzio, atual diretor administrativo e financeiro da Ternium.
Segundo fontes pelo jornalista do Valor”, a Nippon Steel pretende dar um voto de confiança aos argentinos para comandar a Usiminas. Eles já mantêm uma parceria tranquila no México. Dessa forma, caberia aos japoneses a presidência do conselho de administração, atualmente sob comando de Israel Vainboin, e três ou quatro outras diretorias. Entre elas, a Nippon pleiteia o setor financeiro para um executivo brasileiro de sua confiança.
Com capacidade de produção de 6,8 milhões de toneladas de aço bruto ao ano (planos e longos) e de laminação de quase 10 milhões de toneladas, a Ternium obteve receita líquida de US$ 7,4 bilhões em 2010. A Usiminas tem capacidade de produzir 9,5 milhões de toneladas por ano. (Fonte: Valor Econômico).
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