14 de dezembro, de 2011 | 00:00

Procon contabiliza 953 atendimentos diretos

Órgão fecha ano com maioria das demandas acordadas entre as partes em Ipatinga

Wôlmer Ezequiel


Aline


IPATINGA - O Programa de Proteção ao Consumidor (Procon) de Ipatinga registrou, nos últimos 11 meses, o atendimento de 953 cidadãos insatisfeitos com produtos adquiridos ou serviços prestados por empresas no município. Do total de reclamações apresentadas, as principais demandas estavam relacionadas aos serviços de telefonia, instituições financeiras ou lojas de eletrodomésticos. O número apresentado não considera os atendimentos feitos por telefone e internet.
Segundo a diretora do órgão, Aline de Almeida, cerca de 90% dos encaminhamentos feitos ao Procon neste ano resultaram na celebração de acordos entre as partes. “Registramos um ótimo percentual de acordos que chegaram até o Procon em 2011. A expectativa é manter o andamento dos trabalhos de maneira a contribuir cada vez mais para a preservação dos direitos do consumidor”, citou a diretora do órgão.
De acordo com levantamentos do Procon de Ipatinga, o setor que apresentou maior dificuldade na hora de resolver os impasses foi o de eletrodomésticos. “A maioria dessas empresas não costumam assumir com os clientes um compromisso oficial sobre o prazo de entrega dos produtos comprados. Diante disso há uma grande dificuldade de se comprovar quando uma mercadoria não foi entregue de acordo com o que foi combinado verbalmente”, afirma.
Sobre os casos que não alcançaram sucesso na tentativa de acordo, a diretora do Procon ressalta a importância de os consumidores guardarem os documentos comprobatórios dos serviços ou produtos adquiridos na hora de negociar. “Toda compra ou contratação deve ser estritamente documentada. Recibos, contratos, comprovantes de pagamento. Essas são as ferramentas que o consumidor tem ao seu dispor caso sinta que não foi contemplado de acordo com sua expectativa”, reiterou.
Quanto ao prazo para a apresentação das reclamações, Aline de Almeida informou que existe um prazo para reclamações. “Em caso de serviços ou produtos duráveis, o prazo é de 90 dias após o fechamento do negócio. Se for serviços ou produtos não duráveis, esse prazo é reduzido para 30 dias”, detalha.

Sem reclamações
Alvo de campanha por parte da Câmara de Vereadores, em parceria com o Procon, o cumprimento da legislação que trata sobre o tempo máximo de espera nas filas das agências bancárias de Ipatinga não registrou nenhuma reclamação até o momento. “A gente só pode agir quando somos procurados. E o fato é que a população não tem procurado para fazer valer esse direito. Por ignorância ou comodismo, acabam na fila de espera por muito mais tempo”, conclui Aline de Almeida.
A reportagem do DIÁRIO DO AÇO visitou três agências bancárias na tarde de ontem. Em todas elas os clientes reclamaram da demora no atendimento e confirmaram a suposição da diretora do Procon. “Não sabia da existência de uma lei sobre esse assunto. Aliás, isso deveria ser fixado no interior das agências. Não temos como adivinhar uma coisa dessas se ninguém nos fala”, reclamou a dona de casa Marta Antunes Moraes.
 
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