06 de maio, de 2011 | 00:00
Mutirão do Dpvat já tem mais de 1,3 mil processos em pauta
Conciliadores serão treinados por uma equipe de juízes e servidores do TJMG
IPATINGA - Com o objetivo de realizar o maior número possível de acordos, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), por meio da 3ª vice-presidência, promoverá entre os dias 16 e 20 de maio na comarca de Ipatinga, a 1ª Semana da Conciliação referente ao Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Acidentes Automobilísticos (Dpvat). Até o momento, as duas varas cíveis da comarca já inseriram mais de 1,3 mil processos na pauta de julgamentos.
O mutirão também contará com a participação das comarcas de Coronel Fabriciano e Timóteo, cujas audiências estão agendadas para a terça-feira (17) e a quarta-feira (18) à tarde, respectivamente.
Para receber as partes, seus procuradores, conciliadores e representantes da Seguradora Líder, será montada uma grande no estacionamento do Fórum, no Centro de Ipatinga. Serão, ao todo, dezoito boxes para audiências simultâneas e até oito boxes para perícias. As audiências foram designadas para ocorrer a cada 20 minutos, nos períodos de 8h às 11h e de 12h às 18h.
Cerca de 80 conciliadores, a maioria estudantes e Direito, farão revezamento nos dois turnos de atividades, sendo que cada audiência deverá ser conduzida por dois conciliadores. O treinamento dos colaboradores do mutirão ocorrerá das 8h às 18h da sexta-feira (13), com todo o grupo, no Salão do Júri do Fórum de Ipatinga. Uma equipe de juízes, servidores da Assessoria de Gestão da Inovação (Agin) do TJMG e da Secretaria do Juizado de Conciliação coordenará a capacitação.
O juiz titular da 1ª Vara Cível da comarca de Ipatinga, Marcelo Fioravante, destaca a importância do comparecimento das partes nas audiências e orienta os advogados a prepararem seus escritórios para os cinco dias de atividades. Os escritórios com grande número de processos em pauta devem se organizar para participar das audiências, uma vez que a dinâmica do evento deve ser preservada”, pontua.
Fioravante adianta que os advogados substabelecidos poderão ingressar no processo na hora da audiência. Para o magistrado, a Semana da Conciliação é uma ótima oportunidade para resolver demandas que poderiam levar de 3 a 5 anos de tramitação.
Números
A juíza titular da 2ª Vara Cível da comarca, Maria Aparecida de Oliveira Grossi, também aposta no sucesso do evento. A expectativa é muito boa. Vamos trabalhar para baixar pelo menos 80% do acervo de processos de seguro obrigatório”, afirma.
O mutirão do Dpvat já foi realizado com êxito na capital mineira e no município de Uberlândia. Em Belo Horizonte, a iniciativa ocorreu no final de 2010 e teve como resultado a realização de 1.668 audiências, e 788 acordos homologados, o que representou 86% dos 917 processos aptos para o acordo. Em Uberlândia, a Semana da Conciliação, realizada entre os dias 28 de março e 1º de abril deste ano, também superou as expectativas. Os números finais apontam que das 1.985 audiências, 1.389 ações estavam aptas para acordo. Foram promovidos 705 acordos, atingindo o índice de 51%. Os valores conciliados atingiram R$ 4,8 milhões.
Outras informações sobre o Mutirão do Dpvat em Ipatinga podem ser obtidas pelo telefone (31) 3828-6500.
Novos paradigmas na Justiça
À frente dos projetos de conciliação do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), a 3ª vice-presidente e superintendente de projetos inovadores do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), desembargadora Márcia Milanez, esteve no Vale do Aço no fim do mês de fevereiro para lançar o mutirão e deverá retornar em breve para acompanhar de perto o evento na região.
Na sexta-feira (29), em cerimônia de assinatura de cartas de intenção com diversas entidades empresariais para a possível instalação de Postos Avançados de Conciliação Extraprocessual (Pace´s), realizada no auditório do anexo II do TJMG, a desembargadora voltou a defender os meios de conciliação na sociedade. A adoção dos métodos alternativos para solução de conflitos marca uma mudança de paradigmas na história do Poder Judiciário brasileiro”, considerou.
Márcia Milanez enfatizou também que a conciliação prévia evita desgastes financeiros e emocionais, além da perda de tempo na solução do conflito e permite maior democratização do acesso à Justiça.
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