20 de fevereiro, de 2011 | 00:00

Seminário vai definir ações da GRS para 2011

Planejamento contará com a sugestão de prefeitos e secretários de 35 cidades

Wôlmer Ezequiel


DJANIRA BORGES

FABRICIANO – O Planejamento das Ações da Gerência Regional de Saúde (GRS), com sede no município de Coronel Fabriciano, será discutido com os prefeitos e secretários dos 35 municípios da jurisdição do órgão, durante um seminário previsto para acontecer no mês de março.
A informação é da diretora da GRS, Djanira Borges. Preste a completar um ano na direção da gerência, Djanira fala sobre a sua permanência no cargo e das ações na área de saúde do Vale do Aço e região.
Planejamento
“Temos agora um planejamento estratégico para organizar o serviço da saúde porque, recursos existem, mas nós queremos avaliar com mais critério sobre a utilização e como vem sendo feita a gestão em relação ao custo e seu benefício”.
Encontro
“A apresentará o planejamento durante um seminário com a presença de secretários e prefeitos dos 35 municípios da jurisdição. E todos estes representantes vão participar do planejamento e das ações do Vale do Aço. Em cima dos pontos críticos nós vamos trabalhar as prioridades para 2011 para que nós possamos fazer um planejamento em conjunto, como uma gestão compartilhada.”
Hospitais
“Neste momento nenhum hospital enfrenta grandes dificuldades como o Siderúrgica enfrentou no ano passado. Neste momento acompanhamos de perto a situação do Hospital Auxiliadora em Caratinga, mas não que ele esteja passando uma situação semelhante ao do Siderúrgica. É um hospital que nós temos tido muito cuidado para que ele não venha passar por algo semelhante. Embora o Siderúrgica já esteja se reestruturando e deve se tornar, a partir de 2011, um hospital mais fortalecido. É isso que a gente acredita e trabalha para que aconteça.”

Sobrecarga

“O Vale do Aço é uma região peculiar, com municípios muito próximos e as pessoas se deslocam entre eles com muita facilidade. Com certeza isso é bom por um lado porque há um fortalecimento. Mas por outro é preciso ter um trabalho destes municípios com o mesmo nivelamento, tanto de informação, orientação e de recursos para a GRS trabalhar essa região com mais critério. O que não é possível é impedir que a população do município de Timóteo seja atendida em Fabriciano ou Ipatinga e vice versa. Eu acho que isso é o direito da universalidade do atendimento do SUS e todas as redes têm esse direito, porém é preciso se organizar. Cada município organizando o seu serviço de saúde com certeza teremos um trabalho muito mais coeso dentro desta região”.
Dengue
“Para o combate a dengue sempre há um recurso específico para isso em todos os anos. O que pode acontecer é algumas complementações de recursos em cima das ações que já existem. Eu não posso falar em valores porque esse recurso depende do fundo de cada município.”
Investimentos
“Não tem nada definido para investimentos extras para esta região neste momento. Pode ser que, no decorrer do ano, a gente tenha alguns convênios que possam ser firmados. O que nós temos em relação a assistência hospitalar e suplementar nos já usamos que é o recurso do ProHosp, para fortalecimento das ações de hospitais públicos provenientes da Secretaria de Estado da Saúde. Esse recurso é determinado conforme a complexidade de atendimento de cada hospital.”

Avanços
“No planejamento para 2011 observamos os avanços conquistados em 2010, que foi a reativação dos comitês municipais de mortalidade materna e infantil e implantação do comitê de defesa da vida em Piedade de Caratinga, capacitação dos profissionais para triagem, criação da comissão de acompanhamento e avaliação do contrato único do Pro-Hosp. Além disso, ampliação do número de equipes da Saúde da Família. Em dezembro de 2009 eram 155 em 2010 esse número passou para 170. O programa de agentes comunitários da saúde em dezembro de 2009 e tivemos um aumento de oito municípios com serviço da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) disponível”.
Continuidade
“O governo Anastasia tem demonstrado uma mudança no perfil administrativo dos órgãos estaduais e isso é muito bom. Porque na verdade a gente precisa de questões políticas e articulações políticas, mas áreas afins como saúde e educação tem que ter pessoas técnicas a frente, para dar uma melhor qualidade de vida para a população. Se trabalharmos apenas as ações políticas e esquecermos das ações técnicas nós vamos apagar incêndio a vida inteira. Agora uma ação técnica dentro de uma área tão primordial como a saúde com certeza tem que sobrepor todas as avaliações políticas, mas trabalhando em equilíbrio com ação técnica e ação política”.
 
 
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