22 de janeiro, de 2011 | 00:00

Obras na BR-381 em agosto

Diretor-geral do Dnit prevê prazos para licitação e obras na Rodovia da Morte

Arquivo


BR 381 JOÃO MONLEVADE

DA REDAÇÃO - O diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot, afirmou nesta sexta-feira (21), em entrevista no programa Brasil em Pauta, da Rede Brasil, que as obras de duplicação da BR-381 Norte (trecho entre Belo Horizonte e Governador Valadares) poderão começar ainda em agosto deste ano. Conforme a própria superintendência do Dnit em Minas já havia antecipado ao DIÁRIO DO AÇO, o processo de licitação dos dois primeiros lotes de obras será lançado até a primeira quinzena de maio.
O primeiro trecho compreende 70 quilômetros entre a capital e João Monlevade. Outros seis lotes ainda estão com projetos de engenharia em andamento e mais dois ainda terão providenciada a contratação de empresas de engenharia, pois faltaram empresas interessadas no primeiro certame, lançado em 2009.
Pagot reconhece que o trecho norte da BR-381 já deveria estar duplicado, mas ponderou que a violência na estrada não resulta apenas de um problema estrutural. O diretor-geral do Dnit destaca a impunidade de motoristas que não respeitam a sinalização da via. “Quando se mistura o elevado tráfego de caminhões na BR-381 e o trânsito de carros em que motoristas insistem em trafegar acima da velocidade permitida, a combinação é perigosa”, afirmou o diretor-geral do Dnit.
Pagot anunciou também uma revisão no projeto da BR-381. O anel rodoviário de Belo Horizonte, segmento da BR-381, passa por uma ampliação, com mais 7,5 quilômetros de vias marginais, a construção de um novo entroncamento com a BR-040 e novo acesso para o terminal rodoviário da capital. Essa obra também deve ser licitada em maio próximo.

Entenda
A BR-381 foi construída nos anos 1960, para comportar um fluxo calculado em 500 veículos/dia. Passados cerca de 50 anos, uma pesquisa encomendada pelo próprio Dnit em 2009 mostra que no trecho mais movimentado da BR-381, entrada de Ipatinga, o fluxo atinge 63 mil carros/dia, maior até que o fluxo no trecho de Ravena, na entrada da Região Metropolitana de Belo Horizonte, com 45 mil veículos. Em 2010, o balanço da Polícia Rodoviária Federal revelou que 138 pessoas morreram e 2.159 ficaram feridas em cerca de 2,9 mil acidentes no trecho da BR-381 Norte.
Antes de deixar o governo, o presidente Lula anunciou que a duplicação do trecho estava inserto no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC2), com uma reserva de R$ 3 bilhões para a obra. Antes, em 2008, a obra tinha sido incluída no PAC1 e retirada logo depois, por decisão da então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. A decisão foi seguida de uma tentativa de retirar do Dnit a responsabilidade pelo projeto de duplicação e repasse para a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), para que a estrada fosse privatizada e a concessionária, com recursos de pedágio, assumisse a duplicação. Houve uma reação negativa à ideia, haja vista que, pelo custo estimado da obra, o marco tarifário do pedágio ficaria acima de R$ 4.
Eliminar os trechos sinuosos demandaria a construção de 150 obras de arte (pontes, viadutos, túneis e passarelas), além de uma variante em um trecho fora da área urbana de João Monlevade.
Ainda segundo o Dnit, de um total de 320 quilômetros entre Belo Horizonte e Governador Valadares, devem ser reconstruídos 218 quilômetros. Somente no trecho entre Belo Oriente e Governador Valadares, onde o fluxo diário é de 8 mil veículos/dia, serão feitas adequações.

Estragos
Na entrevista desta sexta-feira, o diretor-geral do Dnit confirmou, ainda, que o governo federal vai investir R$ 150 milhões em obras emergenciais para recuperar estradas prejudicadas pelas chuvas. No caso de Minas Gerais, são 12 rodovias em situação de emergência. Desse total, oito delas serão recuperadas nos próximos 60 dias. Outras quatro ainda vão ficar em obras por cerca de 180 dias.
 
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