18 de dezembro, de 2010 | 00:05
Desaparecimento de família nos EUA completa 12 meses
Audiência de ipabenses em janeiro poderá trazer novidades sobre o caso
DA REDAÇÃO Há exatamente um ano, a família Szczepanik desapareceu misteriosamente em Omaha, cidade do estado de Nebraska, nos Estados Unidos. Vanderlei Szczepanik, a sua mulher, Jaqueline e o filho Christopher foram vistos pela última vez em 17 dezembro de 2009. Três imigrantes de Ipaba foram presos dias depois, acusados de uso dos cartões bancários da família.
Nesta sexta-feira (17), foi realizada uma vigília para lembrar o primeiro ano do desaparecimento de Vanderlei, Jaqueline e Christopher Szczepanik, em Kroc Center, 2825 Y Street, em Omaha. A família, originária de Santa Catarina, morava nos Estados Unidos havia 10 anos. Jaqueline de Fátima e o marido, Vanderlei, eram funcionários de uma igreja evangélica na cidade. Quando desapareceram, trabalhavam em uma reforma e tinham contratado os três ipabenses para ajudar na obra.
Segundo notícia publicada pelo jornal Comunidade News”, de Omaha, Tatiane Klein, filha de Jaqueline, permanece nos EUA à procura da família. Pensei que bem antes eu teria uma solução, mas infelizmente não é isso que está acontecendo”, disse em entrevista ao jornal que é publicado em língua portuguesa.
No próximo dia 26 de janeiro será realizada uma nova audiência, que poderá por fim à angústia de Tatiane. Nesta data, os brasileiros José Carlos Oliveira Coutinho, de 35 anos, Elias Lourenço Batista, 29 anos, e Valdeir Gonçalves Santos, de 30 anos, comparecerão à corte. Os ipabenses não são considerados suspeitos no desaparecimento da família. De concreto contra eles pesa apenas a acusação de terem usado os cartões bancários dos Szczepanik sem a devida autorização, e em um período em que já havia o registro do desaparecimento da família catarinense.
A polícia de Omaha afirma que os cartões bancários dos Szczepanik começaram a ser usados no dia 17 de dezembro de 2009, última data em que alguém ouviu falar da família brasileira. José Carlos, Elias e Valdeir negaram que tivessem feito uso dos cartões. Ocorre, segundo o Comunidade News, que câmeras de segurança flagraram os três suspeitos comprando roupas e comida com os cartões de Vanderlei e Jaqueline. Os três gastaram o total de US$ 4.347,89.
Expectativa
Em Ipaba, Helena Lourenço, de 35 anos, irmã de Elias, confirma que tem mantido contato telefônico com o irmão preso em Omaha. A família está confiante na audiência do dia 26 de janeiro, para esclarecer o caso. Para Helena, o seu irmão é inocente na história, assim como o amigo dele, Valdeir. Eles são pessoas simples, de baixa escolaridade, que sequer sabiam usar cartões de banco. O José Carlos é quem já estava lá e tinha acesso a tudo de Vanderlei”, disse Helena.
Ela também explica que, à época em que embarcaram para os EUA, Elias e Valdeir estavam acompanhados de outro amigo de Ipaba, que foi deportado. Enquanto não ocorre a audiência, a maior parte das informações que a família tem sobre o caso vem das publicações nos jornais e sítios de notícias dos EUA.
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