20 de novembro, de 2010 | 00:21

BR-381 está entre as obras do PAC-2

Ministério dos Transportes prevê investimentos em malha viária de 2011 a 2014 e fala em "adequação" da Rodovia da Morte.

Alex Ferreira


BR-381

IPATINGA – O trecho Norte da BR-381, que soma 319 quilômetros entre Belo Horizonte e Governador Valadares, está entre as obras previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-2). As diretrizes preveem para as rodovias brasileiras investimentos de R$ 48,4 bilhões de 2011 a 2014. O anúncio saiu na quarta-feira (17), durante reunião da presidente eleita, Dilma Roussef, com o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, e a coordenadora-geral do PAC, Míriam Belchior.
O Ministério é responsável pela maior parte dos recursos do PAC 2. São quase R$ 109 bilhões para o setor de transportes, com a metade desse volume destinado à ampliação do sistema rodoviário. 
O Ministério dos Transportes tem projetos para a expansão da capacidade rodoviária, manutenção de rodovias, aeroportos e portos. Entre as obras está confirmada a “adequação” da BR-381 Norte, trecho entre Belo Horizonte e Governador Valadares.
O detalhamento do projeto prevê como propostas básicas, a eliminação de pontos de estrangulamento em eixos estratégicos, incorporação de novas regiões ao processo de desenvolvimento, ampliação da integração física nacional aos países vizinhos, redução do custo de transporte, melhoria do tráfego e da segurança, restauração, conservação, sinalização e controle de peso e velocidade. Os resultados esperados são a melhoria da qualidade e da trafegabilidade, redução do índice de acidentes e contratos de manutenção de longo prazo.
O termo “adequação” é empregado no mapa das obras rodoviárias para a BR-381, segundo a assessoria de imprensa do Dnit, porque de fato não será feita a duplicação ponto a ponto nos 301 quilômetros. Alguns trechos receberão apenas a correção de curvas e adequações.
Investimentos

Os valores específicos destinados para a BR-381 são uma incógnita. Inicialmente o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) previa gastos de R$ 2,1 bilhões para duplicar o trecho entre Belo Horizonte e Governador Valadares, depois o valor subiu para R$ 2,5 bilhões e agora já se fala em R$ 3 bilhões.
O valor exato, no entanto, vai depender dos projetos executivos ainda em andamento. Dos oito lotes licitados no começo do ano, dois estão em fase de conclusão e serão entregues neste fim de ano pelas empresas de engenharia. Outros seis serão concluídos somente no ano que vem.
Dois lotes, talvez o trecho mais importante por prever um novo traçado para a estrada, entre Nova Era e Nova União, sequer teve lançados os editais. No primeiro certame nenhuma empresa interessou-se em fazer os estudos de engenharia do novo traçado, em locais de difícil acesso. O Dnit vai lançar um novo edital, ainda sem data confirmada.
Municípios do  Vale do Aço  fora do PAC
Minas Gerais tem projetos de 34 municípios aprovados na segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-2), com um repasse de quase R$ 900 milhões. Nenhum é do Vale do Aço. 
Já o governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional e Política Urbana (Sedru) e da Copasa, teve aprovadas 10 propostas solicitadas para entrar no PAC-2. Ao todo, serão repassados pelo governo federal a Minas R$ 119 milhões para a elaboração de projetos destinados à criação e revisão de planos de risco, estabilização de encostas e saneamento no ano de 2011. O PAC-2 prevê, portanto, destinação de mais de R$ 1,19 bilhão para Minas.
Das dez propostas do governo mineiro, contempladas no PAC-2, sete são de autoria da Sedru e quase todas priorizam a gestão de risco. Para a subsecretária de Desenvolvimento Metropolitana, Maria Madalena Franco Garcia, há por parte do Estado a preocupação de priorizar esta política a fim de evitar que tragédias voltem a acontecer por causa das chuvas.
“Entramos num período extremamente complicado, marcado por deslizamentos e inundações e estamos trabalhando junto com as Defesas Civil Estadual para evitar que as tragédias ocorram, com isso o Estado tem priorizado e investido nesta área, elaborando os Planos de Risco e agora buscando os recursos para a elaboração dos projetos” disse.
Além dos projetos que visam à gestão de risco, a Sedru também foi contemplada na área de Resíduos Sólidos para a elaboração de projetos executivos para a implantação de aterros através de consorciamentos de municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte e de municípios da região de Teófilo Otoni. O PAC-2 também atendeu três propostas da Copasa na área de esgotamento sanitário, que contemplará os municípios de Lagoa Santa, Santa Luzia, Contagem e Belo Horizonte.

 
Ministério dos Transportes


MAPA DO PAC2
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