19 de junho, de 2010 | 07:02
Vaquejada agita o fim de semana
Vaqueiros de todo o Brasil se encontram no Clube do Cavalo Vale do Aço. Evento tem entrada franca no Clube do Cavalo
IPATINGA Será aberta oficialmente neste sábado a Grande Vaquejada de Ipatinga, no Clube do Cavalo Vale do Aço. Com entrada franca todos os dias, o evento tem o apoio do jornal DIÁRIO DO AÇO e da Art Publish.
Neste sábado as atividades acontece todo o dia. Às 18h, haverá a abertura oficial com a presença de autoridades e início da vaquejada, seguida da apresentação musical de Bráulio e Ricardo.
No domingo, acontece ao meio-dia a grande final do Circuito Leste Mineiro de Vaquejada. Às 15h30, exibição do jogo da seleção brasileira na Copa da África do Sul. Logo depois, show artístico de Chocolate Sensual e encerramento do evento com entrega da premiação que chega a R$ 60 mil.
A expectativa da comissão organizadora é que 5 mil pessoas passem pelo evento, conforme Geraldo Tadeu. Além de Geraldo, a comissão é integrada por Valter Oliveira, Fernando Lima, Vital dos Reis e Luiz Carlos de Miranda.
Vaqueiros vieram do Rio de Janeiro, São Paulo e outras cidades mineiras, e principalmente dos Estados do Nordeste brasileiro para participar do evento.
Vida de vaqueiro
Entre os muitos caminhões transformados ao mesmo tempo em casa para peões e vaqueiros e meio de transporte dos animais usados nas atividades, a reportagem encontrou Tárcio Vinícius Menezes. Nome artístico? Neco Menezes”, diz o rapaz, que há 14 anos está na estrada. Neco saiu de Salvador (BA) no começo do ano e não parou mais. Com agenda cheia, conta que sairá de Ipatinga no domingo e já terá outras vaquejadas para correr. Para mim é um esporte, uma profissão”, diz o soteropolitano.
O seu caminhão transporta quatro cavalos de raça treinados, com valores que podem passar de R$ 300 mil a cabeça. De Ipatinga, Neco guarda boas lembranças, pois na inauguração do Clube do Cavalo tirou o primeiro lugar. Segundo explica, a cada ano as inscrições ficam mais caras, os prêmios são maiores e isso permite que os especializados na atividade sobrevivam bem. E a namorada? Só vem quando é mais perto de casa”, afirma.
Sobre o Clube do Cavalo do Vale do Aço, Neco avalia que é um dos melhores que ele conhece. O vaqueiro lamenta que Ipatinga esteja fora do circuito brasileiro, mas lembra que a maior exigência a região tem de sobra, com uma área invejável.
Cadela esperta ganha fama em terra de cavalo
Em evento em que peões, cavalos milionários e bois são as atrações, sobra espaço também para uma cadela. Ela atende pelo nome de Duda e não desgruda do seu dono, o vaqueiro Weliton Santos, o Cabeludo”, de Betim (MG). A cadela foi treinada para limpar a pista” da vaquejada. Orgulhoso, Weliton apresenta Duda, que acabou virando uma atração especial nas apresentações. Quando os vaqueiros e os cavalos saem da pista é preciso tocar o boi de lá. Aí, a Duda virou a primeira cachorra limpa-pista da vaquejada”, brinca Cabeludo.
Rigor veterinário na vaquejada
Para entrar na área da vaquejada, as equipes dos vaqueiros têm que passar por uma barreira veterinária”. O médico-veterinário Fernando Pires Anacleto explica que o resultado do exame, o atestado negativo de doenças infectocontagiosas dos cavalos e a guia de trânsito do animal são obrigatórios. O médico explica que a anemia infecciosa equina é uma doença viral altamente contagiosa e o Ministério da Saúde tornou o exame uma obrigatoriedade. Em todo evento esportivo ou exposição é obrigatória a apresentação dos documentos”, concluiu. Em caso de irregularidade, o animal é retirado imediatamente do parque.
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