28 de maio, de 2010 | 21:00
Hospital Unimed adota procedimento inédito
Técnica de alta complexidade permite identificar e tratar arritmias
CORONEL FABRICIANO Quando a arquiteta Rachel Pereira Coura tinha 16 anos, sentia que seu coração palpitava mais rapidamente durante as atividades físicas. Rachel não chegava a desmaiar, mas sentia a visão escurecer e dificuldade de se manter de pé. Era um tipo de arritmia congênita (Wolff-Parkinson-White), descoberta anos depois, quando ela estava na faculdade, em Viçosa.
Eu estava deitada quando o coração disparou e balançou a cama. Uma amiga percebeu e me encaminhou a um cardiologista. Descobri que tinha uma síndrome congênita e fui encaminhada para o Biocor, em Belo Horizonte. Lá, passei por um procedimento para tratar a arritmia”, revela Rachel, hoje com 32 anos, moradora de Ipatinga.
Se tudo isso tivesse se passado em 2010, Rachel poderia ser tratada em Coronel Fabriciano, no Hospital Unimed. Há cerca de dois meses, o hospital oferece o procedimento Mapeamento elétrico de circuitos arritmogênicos”. Trata-se de um procedimento invasivo que identifica e trata a arritmia. Com sedação, anestesia local e inserção de catéteres promovemos um estudo do sistema elétrico do coração do paciente, detectamos as arritmias da parte superior e inferior do coração e queimamos o foco causador”, resume o cardiologista da Unimed de Belo Horizonte, Mittermayer Reis Brito.
Em conjunto com os cardiologistas Carlos Eduardo Souza Miranda (Unimed Belo Horizonte), Marco Antônio Nazaré Castro e Norberto de Sá Neto (os dois últimos da Unimed Vale do Aço), um anestesista e mais quatro enfermeiros, Mittermayer realiza os procedimentos há dois meses no setor de Hemodinâmica do hospital em Coronel Fabriciano. Demora cerca de duas horas, sem cortes, sem pontos, com permanência de menos de 24 horas no hospital, e o paciente pode ficar inteiramente curado da arritmia”, destaca Mittermayer.
Risco
As arritmias são distúrbios do ritmo cardíaco desencadeadas por uma predisposição congênita do indivíduo ou a partir de outras doenças coronárias, angina, infartos, hipertensão e doença de Chagas. O distúrbio ainda pode ser dividido em dois grupos: arritmias benignas e arritmias malignas, pontua Norberto de Sá.
As benignas podem ser causadas por sedentarismo, hipertensão ou diabetes e tratadas com medicamentos. Já as malignas podem causar morte súbita. Com este procedimento, difundido no mundo inteiro e utilizado há cerca de 15 anos em Minas Gerais, é possível oferecer a cura para a maioria dos pacientes que sofrem com arritmias malignas”, assegura Norberto.
Mesmo os pacientes acometidos por arritmias benignas podem optar por tratar o distúrbio com este procedimento. Basta que o médico informe sobre a opção e o avalie para saber se paciente pode ser submetido ao procedimento”, finaliza Norberto. O Mapeamento elétrico de circuitos arritmogênicos” já foi realizado em quatro pacientes.
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