08 de maio, de 2010 | 18:05

Mães e empreendedoras

Mulheres encontram formas de conciliar maternidade e vida profissional

Wôlmer Ezequiel


ERICA

IPATINGA – Por mais que as mulheres avancem em direitos e conquistem espaço no mercado de trabalho, buscando equiparar-se aos homens, algo sempre às distinguirá deles: a maternidade. Para as mulheres que levam uma vida profissional ativa, a chegada dos filhos é sempre um período de grandes mudanças e, muitas vezes, de sofrimento. Mas há quem defenda que, com uma visão empreendedora e força de vontade, é possível fazer da maternidade uma fase de oportunidades e crescimento.
A produtora cultural e designer gráfica Érica Carattiero é, em Ipatinga, uma das defensoras dessa teoria. Mãe de dois filhos - Frederico, de 15 anos, e Sofia, 3 - ela, que mora no bairro Cariru, conta que estava no auge da sua vida profissional quando teve Sofia, e não desejava parar suas atividades. Foi quando surgiram os conflitos, solucionados a partir de conversas com outras mães pela internet.
“Através de listas de discussão, acabei chegando ao blog ‘Mamíferas: mãe, mulher e tudo mais’, endereço onde mães blogueiras de todo o país trocam ideias sobre como equilibrar a dupla jornada. Vi que poderia ser empreendedora e mãe ao mesmo tempo, fazendo algumas adequações na minha vida”, conta.
No caso de Érica, a solução encontrada para adequar a vida à nova fase foi promovendo mudanças na rotina. “Comecei a trabalhar mais em casa e a aproveitar os horários em que a Sofia estava dormindo para fazer meus trabalhos”. Também no período da maternidade, ela decidiu dar início a um novo negócio. “Comecei a confeccionar sapatinhos de bebês, porque não encontrava nenhum do jeito que eu queria para ela. E isso virou uma verdadeira paixão pra mim. Hoje, comercializo pela internet e a venda deles é um complemento de renda no fim do mês”, diz.

Mudanças
Segundo Érica, as ‘mães empreendedoras’ do blog orientam outras mamães a resolverem os conflitos entre maternidade e vida profissional. “Cada mulher deve achar o melhor caminho para chegar a esse equilíbrio. Algumas optam por deixar a profissão nos primeiros anos do filho e adotar atividades que possam ser feitas em casa. Outras, passam a terceirizar serviços.
Muitas vezes acontece de a maternidade fazer com que as mulheres descubram outros talentos, desenvolvam outros potenciais. E aí, quando os filhos crescem, muitas nem voltam para a profissão antiga”, comenta.
Érica lembra que o empreendedorismo possui um conceito amplo. “Ser empreendedor não é só abrir empresas. É muito mais que isso. É gerenciar ações, desenvolver ideias, abrir o campo de visão”, destaca.

Avanços
Na opinião de Érica, o movimento feminista trouxe avanços mas, por outro lado, deixou as mulheres “perdidas”. “A mulher deve ser mãe antes de tudo, e achar alternativas para conciliar esse importante papel a seus anseios profissionais”, avalia.
A designer gráfica acredita que a dedicação aos filhos é, no final das contas, uma colaboração à sociedade. “Quando ficamos mais perto de nossos filhos, podemos acompanhar todo o seu desenvolvimento e moldar seu caráter. É algo que fazemos não só por eles, mas por toda a sociedade, porque a família é a base da educação”.
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