30 de maio, de 2009 | 00:00
Receita de Timóteo cai 11%
Prefeitura perde R$ 3,5 milhões em 4 meses e adota medidas para reduzir gastos
TIMÓTEO A Prefeitura de Timóteo apresentou, na tarde de ontem, suas contas referentes ao primeiro quadrimestre do ano, em audiência pública realizada no plenário da Câmara Municipal. O principal número divulgado é o da queda da receita do município, que foi de 11%, o que corresponde a R$ 3,5 milhões, aproximadamente.Das fontes de arrecadação do município, a que teve a maior baixa foi o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), da ordem de 20%. O ICMS corresponde a 48% da receita de Timóteo. Já o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) teve queda de 11%.O gestor de gabinete da Secretaria de Fazenda de Timóteo, Alfredo Dias da Silva, informou que, para conter a queda da receita, a Prefeitura iniciou uma série de ações para reduzir os gastos, mas sem comprometer as metas do governo.Por enquanto”, segundo Alfredo Silva, a crise na ArcelorMittal (antiga Acesita) ainda não influenciou na receita. Ele explicou que ainda não houve reflexos negativos nas contas do município porque o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) teve reajuste com base no Índice Geral de Preços (IGP). Isso ajudou a superar parte da queda da empresa. Mas ainda não houve detalhamento do que a Arcelor perdeu de receita”, comentou.SuperávitPor outro lado, a Prefeitura de Timóteo teve um superávit de R$ 13.548.828,45 ao fim dos quatro primeiros meses do ano. Isso é fruto do corte de despesas. O superávit é uma análise isolada no balanço orçamentário”, ponderou Alfredo Silva.A receita da PMT no 1º quadrimestre somou R$ 50,3 milhões, enquanto as despesas atingiram R$ 36,7 milhões, incluindo os repasses mensais para a Câmara Municipal, que totalizaram R$ 1,9 milhão no período. No primeiro quadrimestre, os investimentos da PMT foram focados na saúde, com recursos da ordem de R$ 5 milhões.ServidoresDiante do quadro apresentado ontem, Alfredo Silva reforçou a impossibilidade” de a PMT conceder reajuste salarial aos servidores. No momento, isso é impossível”, frisou, fazendo coro com o prefeito Geraldo Hilário (PDT). A Prefeitura vai fazer apenas uma atualização de progressões para cerca de 900 servidores concursados. Com isso, alguns funcionários terão aumento de até 60%.A progressão, conforme Hilário, é um direito dos servidores. É um direito de muitos anos, e ninguém teve o peito de dar. Em plena crise, quis conceder a progressão porque quero que eles se sintam valorizados”, afirmou. Na próxima terça-feira (2), a PMT e o Sindicato dos Servidores Públicos de Timóteo (Sinsep) fazem a quarta rodada de negociações da campanha salarial de 2009.Geraldo Hilário prometeu que vai estudar um percentual para ser aplicado no segundo semestre. Quero conquistar os servidores. A Administração só dá certo se eles estiverem motivados. O zero de aumento foi momentâneo, mas acreditamos que no segundo semestre vamos retomar essa discussão”, afirmou o prefeito.ContençãoPara cortar gastos, o prefeito informou que foram adotadas várias medidas, com base num modelo administrativo que impõe metas para todos os setores. A palavra de ordem é reduzir custos, sem diminuir a qualidade. Aumentar receita sem aumentar os impostos. Nossa redução de custos passa pelo corte de horas extras desnecessárias, por exemplo”, explicou.Entre as medidas de contenção, destaca-se ainda a centralização do almoxarifado, no bairro Primavera. A transferência dos serviços de custo, armazenamento e distribuição será concluída ainda neste semestre, o que também possibilitará uma redução de custos.
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