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IPATINGA – Um grupo de 40 homens do 15º Batalhão de Engenharia de Construção do Exército (BE) retomou as obras no quilômetro 121 da BR-458, no trecho de 800 metros conhecido como “depressão”, próximo ao distrito de Vale Verde, em Ipaba. O engenheiro responsável, tenente Cássio Murilo, confirma que esta é uma das últimas intervenções do Exército na BR-458, já que o trevo de Iapu está concluído.
“Falta a construção do acostamento entre o bairro Porto Seguro e o entroncamento com a BR-116”, informa o oficial. Na curva da depressão, os homens do BE constroem um novo traçado, com um raio maior na curva, palco de inúmeros acidentes até agora.
Recursos O trabalho do Exército na BR-458 foi iniciado em 2005, por meio de convênio com o Ministério dos Transportes. O orçamento inicial, de R$ 23 milhões, teve atrasos na liberação de verbas, o que, segundo Cássio Murilo, adiou a conclusão das obras, cujo prazo era previsto inicialmente em 18 meses. O custo final da obra ainda será divulgado pelo Departamento Nacional de Infra-Estrutura e Transportes (DNIT).
O complemento da recuperação da BR-458, com a construção do acostamento, está orçado em R$ 6 milhões, recurso que, segundo Cássio Murilo, já foi liberado pelo DNIT. A obra do acostamento foi terceirizada pelo Exército e será iniciada em fevereiro, sob responsabilidade da empreiteira Ápia. O prazo de entrega é de 300 dias.
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AcostamentoMorador de Vale Verde, o aposentado José Alvieira, 68, considera a falta de acostamento na BR-458 a principal causa de acidentes na rodovia que liga o Vale do Aço a Caratinga e à Zona da Mata mineira. “Você sabe que educação no trânsito quase ninguém tem hoje. Então, sem acostamento, se vem alguém forçando uma ultrapassagem você não tem como desviar e evitar a batida. Essa estrada já deveria ter sido construída com o acostamento”, defende.
Rodovia desgastada em diversos pontosAntes mesmo da conclusão das obras de recuperação da BR-458, o trabalho feito pelos homens e máquinas do Batalhão de Engenharia do Exército já apresenta desgastes em diversos trechos. A sinalização está coberta pelo mato em vários pontos e o piso do asfalto na Ponte Metálica, sobre o Rio Doce já teve que ser reparado.
##[41830]## Questionado sobre o assunto, o tenente-engenheiro Cássio Murilo informou que a conservação da obra é de responsabilidade do Departamento Nacional de Infra-Estrutura e Transportes (DNIT), que já providenciou a contratação do serviço. “Como em fevereiro começam as obras para a construção do acostamento, o mato será retirado da sinalização”, garante.
O que já foi publicado:Mais segurança na BR-458Pontos críticos ainda intactosAlex Ferreira