18 de dezembro, de 2008 | 00:00
Sujeira a céu aberto no Veneza
Wôlmer Ezequiel
Um antigo ferro-velho e, ao lado, uma laje com uma inusitada “coleção” de vasos sanitários, favorecem o mosquito da dengue
IPATINGA O descaso da população em relação à necessidade de um combate sistemático ao mosquito transmissor da dengue está por toda parte e de maneira mais evidente na rua Petrópolis, no bairro Veneza I. Um antigo ferro-velho, no número 105, onde também funcionava uma oficina mecânica, está abandonado e com vários pontos de água parada. No lote há carros sucateados, telhas, vasos, cofre, caixas, litros e muito lixo acumulando água, agora que as chuvas têm sido freqüentes. Conforme os vizinhos, se o proprietário do lote, que não foi identificado pela reportagem, não providenciar a limpeza do local, um curto período de estiagem vai fazer eclodir inúmeras larvas do mosquito Aedes aegypti. O Veneza I, por sinal, foi um dos bairros de Ipatinga que mais sofreu com a dengue em 2008. Neste ano, a situação é de alerta, inclusive contra a dengue hemorrágica. Na semana passada, o DIÁRIO DO AÇO divulgou o caso de duas crianças internadas no Hospital Márcio Cunha com suspeita da doença. Ainda na rua Petrópolis, no número 115, ao lado do antigo ferro-velho, há outro problema grave. Sobre a laje do imóvel há uma incrível coleção de vasos sanitários velhos, todos depositando água parada e se transformando em focos de proliferação da dengue. São mais de 30 vasos. No local também há muito lixo e recipientes que favorecem o acúmulo de água. Nossa reportagem conversou com funcionários de uma distribuidora de jornais e revistas que funciona no nº 115 (o estabelecimento é alugado). Segundo eles, o proprietário mora na residência ao lado, mas não se encontrava no momento. Conforme informou a assessoria de imprensa da Prefeitura de Ipatinga, o proprietário da casa onde estão depositados os vasos já foi notificado para limpar a sujeira, mas tem ignorado essa determinação. Em relação ao antigo ferro-velho, a assessoria informa que, em ambientes fechados, nem sempre é possível convencer os proprietários a limparem o local ou permitirem a vistoria de agentes sanitários. Por fim, a assessoria de imprensa ressaltou que todo o bairro Veneza passou por vistoria dos agentes do Departamento de Saúde Coletiva, acrescentando que, mesmo assim, novos fiscais iriam verificar na tarde de ontem a situação dos endereços de número 105 e 115 da rua Petrópolis.
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