“Quadro é de situação crítica”

Weber Americano espera tomar posse hoje na Prefeitura de Dionísio

Alex Ferreira


Weber na expectativa de assumir Prefeitura de Dionísio nesta quarta-feira

DIONÍSIO – Faltando sete meses e 23 dias para o término do atual mandato, o município de Dionísio pode ter novo prefeito. A Câmara Municipal já foi comunicada pela 251ª Zona Eleitoral de São Domingos do Prata, para que faça a mudança no comando do município. Segundo a assessoria da Câmara, o presidente João Batista Crepaldi (PSDB) define na manhã desta quarta-feira como será o ritual das posses do novo prefeito, Weber Americano, e do vice-prefeito, Jésus Francisco Xavier, ambos do PMDB.

A determinação é resultado da decisão tomada segunda-feira pelo ministro Felix Fischer, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ao manter a cassação do prefeito de Dionísio, José Henriques Ferreira (PSDB), e do vice-prefeito, Ângelo Mendes de Morais (PP). Ao mesmo tempo, ficou determinada a posse dos candidatos que obtiveram o segundo lugar na eleição de 2004.

Ontem à tarde, enquanto seguia viagem de Belo Horizonte para Dionísio, Weber Americano disse por telefone que não se incomoda em assumir a Prefeitura a menos de oito meses do encerramento do mandato. O político peemedebista disse que esteve reunido ontem à tarde com o atual prefeito, José Henriques, em Belo Horizonte, e foi informado da situação do município. A avaliação é que Dionísio está em situação crítica. “Acabo de ler um relatório da Fundação João Pinheiro em que o município perde até para Braúnas no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)”. Além disso, Weber manifestou a confiança de que, mesmo assumindo o governo em um momento de turbulência, vai conseguir a reeleição em outubro próximo.

Abuso
Segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG), o prefeito e o vice de Dionísio utilizaram bens e serviços públicos em benefício de suas candidaturas à reeleição em 2004, ao oferecerem subsídio em contas de água a famílias de baixa renda. O TSE confirmou a sentença de primeiro grau e declarou os dois inelegíveis por três anos.

Na sentença, o ministro do TSE citou parte do acórdão do Tribunal Regional, onde diz que “houve inequívoco abuso do poder econômico, político e de autoridade. Assim, a interferência do poder econômico, político e de autoridade em prejuízo da liberdade de voto e da lisura do pleito vicia a vontade política do eleitor, tendo como conseqüência a impugnação e cassação do mandato obtido desta forma”, acentuou o acórdão.

O ministro Felix Fischer afastou a condenação pelo abuso do poder político, mantendo, contudo, a condenação de cassação do mandato eletivo em razão do abuso do poder econômico.
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