Empresa reapresenta propostas

Vale e moradores do Vila Ipanema voltam a debater terceira linha

Arquivo/DA


Moradores propõem construção de nova escola para amenizar impactos da terceira linha

IPATINGA - Na tarde desta terça-feira, a comunidade do Vila Ipanema volta a se reunir com a equipe técnica da CVRD, para novas negociações sobre a construção da terceira linha férrea, cujos impactos atingiriam os moradores do bairro. O encontro de hoje acontece às 14h, na E.E. João Walmick, bastante prejudicada pelo tráfego das locomotivas.

Conforme a assessoria de imprensa da Vale, a empresa pretende resolver as pendências para iniciar a construção da nova linha. Em reuniões anteriores a comunidade havia pedido providências para minimizar os impactos dessa obra projetada para  atender as demandas da expansão da Usiminas, com cerca de 10 quilômetros de extensão, entre o aeroporto e o Shopping do Vale do Aço. Entre as medidas já asseguradas pela empresa estão a reforma da estação ferroviária de Ipatinga e a elevação da altura do muro próximo à ferrovia, para reduzir o barulho provocado pelas máquinas e vagões.

O investimento previsto para atender essa demanda é calculado em R$ 450 mil, e o muro passaria a ter três metros de altura. Sua extensão passaria de 800 metros para 1000 metros. A Vale também assumiu o compromisso de estudar se as rachaduras de várias residências do bairro foram causadas pela trepidação nos trilhos. Para isso, a empresa irá contratar uma empresa de engenharia especializada, que realizará um estudo em 13 casas, apresentando posteriormente um laudo. Se for acusado que as rachaduras foram causadas pela trepidação, a empresa garantiu que irá arcar com os prejuízos e efetuar a devida manutenção e reparação.

Reivindicação
Após o último encontro entre a Vale e os moradores do bairro, realizado no dia 4 de abril, a empresa ficou de estudar uma das principais reivindicações da comunidade, sugerindo a construção de quatro novas salas de aula na João Walmick. Localizada na rua Flamengo, que fica próxima da ferrovia, a escola alega que é prejudicada pelo barulho das locomotivas que passam a cada 15 minutos. Apesar de a Vale ter se comprometido a destinar R$ 30 mil para a reposição de vidros que estariam quebrados por causa das trepidações, a diretoria da escola afirmou que a ajuda não irá ser suficiente para atender as necessidades mais prementes.

Conforme a diretora da João Walmick Maria Aparecida Salles, os professores ficam afônicos porque precisam falar alto para serem ouvidos em meio ao barulho dos trens, e as salas estão sem a estrutura adequada para receber a demanda de alunos. Além da construção de mais salas, foi sugerido que a Vale estudasse a possibilidade de a escola mudar para outro lugar no bairro. A previsão é que a solução para o problema da João Walmick seja resolvido em conjunto pelas empresas e com a participação da Administração Municipal.
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