Conferência Nacional da Juventude define metas

IPATINGA – A Conferência Nacional da Juventude, realizada entre os dias 27 e 30 de abril, em Brasília (DF), e que discutiu, dentre outros itens, a participação dos jovens no processo de decisão política, mostrou a liderança de jovens da região. Dentre os nomes, destaque para a representante dos estudantes universitários no Conselho Municipal da Juventude, Natália Littig, e do vice-presidente do diretório acadêmico da Faculdade de Medicina do Vale do Aço, Marcone de Souza Oliveira. Eles estiveram na capital federal, juntamente com outros jovens da região, que foram eleitos nas conferências municipal e estadual.

Na Conferência Nacional da Juventude foram discutidas 63 diretrizes eleitas como prioridades nas fases municipal e estadual. “Em Brasília, juntamente com delegados de todo o Brasil, optamos por 23, que a partir de agora passam a ser aquelas propostas emergenciais, que merecem e necessitam mais atenção dos nossos deputados”, diz Marcone Oliveira, 29. O encontro teve a presença do presidente da Câmara Federal, Arlindo Chinaglia (PT).

Na listagem de reivindicações, temas já tradicionais como educação e trabalho se misturam a propostas de segmentos como negros, mulheres e gays, lésbicas, transexuais, transgêneros e travestis. “No Brasil, não existe uma legislação especifica para os jovens, uma vez que a Constituição define até os 12 anos a pessoa como criança e, dos 13 aos 18 anos, adolescente. A partir de então é adulto. Com isso, ficamos sem representação”, critica. Ao final da Conferência Nacional foi entregue ao presidente da Câmara Federal a proposta de emenda constitucional (PEC) da juventude.

“Existe o comprometimento do deputado em colocar em votação no segundo semestre deste ano. Vimos que ele está comprometido com as nossas aspirações e esperamos que isso aconteça”, ressalta o estudante de Medicina.

Pauta
Em educação, por exemplo, os jovens reivindicam melhorias no ensino básico, uma vez que a juventude passa por uma série de entraves, como a falta de conclusão do ensino médio, a ausência de vagas no mercado de trabalho que contemplem exclusivamente os jovens, e o acesso restrito à cultura, lazer e esporte. “Foi entregue um abaixo-assinado com 406 mil nomes, uma prova de que os jovens estão mobilizados com a questão”, frisa Marcone Oliveira, que discutiu sobre a importância de investimentos em saúde e sexualidade.
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