Audiência sem acordo no TRT

Dissídio dos metalúrgicos da ArcelorMittal vai a julgamento

Alex Ferreira


Audiência: sindicalistas e representantes da ArcelorMittal entram e saem sem acordo

TIMÓTEO – Terminou sem acordo a audiência de conciliação marcada para ontem às 14h30 no Fórum da Justiça do Trabalho, em Coronel Fabriciano. Mediada pelo juiz da 2ª Vara do Trabalho, Walder de Brito Barbosa, a reunião entre representantes da ArcelorMittal Inox Brasil e do Sindicato dos Metalúrgicos de Timóteo e Coronel Fabriciano (Metasita) terminou no  impasse que marca da discussão desde a abertura da campanha salarial, em outubro de 2007. Ontem foi a primeira tentativa de conciliação no dissídio coletivo dos metalúrgicos, impetrado diante da falta de acordo das duas partes na campanha salarial 2007/2008.

Ao fim da audiência o presidente do Metasita, Carlos Vasconcelos, disse que lamentava a continuidade da falta de entendimentos, mas reiterou que a categoria está disposta a manter as reivindicações. “O juiz tentou construir um acordo. Nós aceitamos por meio da representação dos trabalhadores, pois era uma proposta de acordo parcial, ou seja, para aquelas cláusulas sobre as quais já havia consenso na negociação, no intuito de se limitar o julgamento àquelas controvertidas. A empresa recusou”, explica.

Entre os itens sem acordo, os metalúrgicos querem ampliar o ganho real. Na campanha salarial, a empresa ofereceu 1,75% de correção acima do índice de inflação. O Metasita reivindica algo em torno de 2,5% que, segundo Carlos Vasconcelos, é o índice aplicado nas negociações das outras empresas do grupo ArcelorMittal. Sobre a polêmica em torno do turno fixo, o sindicalista confirma que é um dos pontos que constam do dissídio impetrado. “Queremos um acordo sobre a retomada da discussão em torno deste tema”, diz Vasconcelos.   

Silêncio
Representantes da empresa, presentes à audiência de conciliação ontem à tarde em Coronel Fabriciano, avisaram que não poderiam falar sobre o assunto e atribuíram essa responsabilidade à Assessoria de Comunicação da empresa. No fim da tarde, foi enviada nota onde a diretoria da empresa afirma que, durante a audiência, seguindo o rito processual normal, foi dado um prazo de 10 dias, ou seja, até o dia 3 de março, para que a ArcelorMitttal apresente a sua contestação e documentos.

“Concluída essa fase inicial, o processo será enviado pelo Fórum Trabalhista de Coronel Fabriciano ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em Belo Horizonte, para a designação da data do julgamento”, conclui a nota.
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